Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

Meu relato do parto do Oliver

domingo, 22 de setembro de 2013
E um ano se passou desde a última vez que postei no blog. Nesse um ano engravidei, gerei e pari meu grande amor, o Oliver. Resolvi quebrar o jejum do blog e colocar aqui o relato do parto dele. Para quem quiser ler, se informar, ou apenas tiver curiosidade. Sinto que conquistei tudo aquilo que sempre busquei: pari naturalmente na água amparada pelo meu amor. Fico devendo as fotos.

Dia 02 de junho de 2013

Dormi bem a noite, levantei às 10:20 para fazer xixi e antes de começar a fazer senti líquido descendo. Fiz xixi e percebi que o líquido continuava escorrendo. Mandei uma mensagem para meu marido que estava no andar de baixo: (SOS + uma bolsa + uma explosão + um bebê)
Ele achou que fosse brincadeira, respondeu "Best emoji ever". Quando respondi que era sério, só ouvi ele subindo a escada correndo. Ficamos bem animados, nosso bebê estava chegando!
Nos próximos minutos, tentamos organizar tudo que faltava, algumas coisas no quarto do bebê, outras no nosso. Mas a maior parte do tempo passamos deitados na nossa cama, conversando, fizemos uma oração para que tudo corresse bem. O dia estava perfeito, do jeito que gostamos, friozinho, chovendo. Pensamos: até nisso o bebê combina com a gente. Resolvi tomar um banho, o médico tinha me dito na última consulta que depois que a bolsa estourava eu ainda poderia levar 12 horas para entrar em trabalho de parto, então estava tranquila.
Tentei ligar para a Carol (minha doula), mas não consegui... Passaram alguns minutos, liguei para a Mari (fotógrafa), apenas para avisá-la que a bolsa tinha estourado, perguntei se ela tinha alguma coisa para fazer naquele domingo, e o que achava de fotografar um parto. Ela ficou super animada, eu disse que estava calma e ainda não estava tendo contrações, então não sabia quanto tempo ainda levaria.
Logo as contrações começaram a vir, doloridas, mas bem controláveis. Passei a maior parte do tempo deitada, tentando posições, prestando atenção na respiração. De vez em quando sentia o líquido saindo e ia para o banheiro.
Peguei o livro Parto Ativo (que não terminei de ler) e lia algumas coisas que estavam acontecendo comigo. Continuei tentando falar com a doula...
As contrações vinham bem desreguladas, mas bem doloridas. Nenhuma posição era boa, então continuei deitada e pedia a mão do marido durante elas. Duravam 40 segundos, ele marcando no cronômetro, avisava quando iria parar, geralmente era bem exato.
Comi um pouco de Galak. Minha sogra ligou e perguntou se estava "tudo tranquilo", marido não mentiu, disse que sim. Mas achamos melhor esperar mais um pouco para contar que logo o bebê chegaria.
Resolvi ir para o chuveiro, deixar a água cair, tentar relaxar um pouco. Sentei em um banquinho, deixava a água cair na base das costas, mas já estava bem dolorido e a única posição boa era em pé, resolvi sair, pois estava ficando mais cansada do que relaxando. Lembro de ter tido uma contração MEGA dolorida assim que saí do chuveiro, ainda estava enrolada na toalha e foi a única hora que lembro de ter chorado, achei que não fosse conseguir, doía muito. O marido estava junto e foi bem tranquilizador ouvir ele me dizendo que eu iria conseguir sim. Quando a contração passou me olhei no espelho e a barriga estava super baixa, já cabia um palmo entre os seios e a barriga.
A partir daí as contrações começaram a vir mais próximas e ritmadas. Quando fiz xixi, saiu um pouco de sangue no papel e fiquei preocupada (na hora nem lembrei do tampão). Comecei a apavorar um pouco, tudo estava indo muito rápido e ainda não tinha conseguido falar com a doula.
Resolvi entrar na internet para distrair durante as contrações, em um grupo de amigas que já estavam sabendo do trabalho de parto e estavam animadas. Falei que as contrações estavam próximas (de 3 em 3 minutos) e elas me doulando virtualmente. Conversei com a Cris, outra doula que faz parte do grupo e pedi para ela vir me ver. Rapidinho ela chegou e trouxe uma bola de pilates para eu relaxar. A partir daí, sentava na bola em todas as contrações e ela ou o marido sentavam atrás de mim para dar apoio e eu segurar a mão deles.
Eu não tinha noção de que estava tendo um trabalho de parto rápido. A Cris perguntou o quão suportáveis (ou seria insuportáveis?) as contrações estavam.
A questão é que decidimos ter o bebê na Maternidade de São Carlos, uma cidade a 40km de Araraquara, pois lá eles apoiam não apenas o parto normal, mas o parto natural humanizado e era o que queríamos na hora de trazer o Oliver ao mundo.
Como eu disse que as contrações já estavam muito doloridas e que temia que piorassem na próxima hora, a Cris sugeriu então que a gente comesse algo, nos arrumássemos e fossemos logo. Como ainda não tinha conseguido falar com a minha doula, pedi para que a Cris fosse junto. Ela foi para casa e combinamos de passar lá para pegá-la em uma hora.
Marido desceu para fazer almoço e eu fiquei na cama, entrei um pouco na internet e avisei minha amiga Leli, de Campinas, que logo ele nasceria. Consegui conversar com minha doula e como combinado ela iria conosco para São Carlos, avisei então a Cris que ela estava liberada, já que estava acompanhando outra gestante.
Daqui para frente, tudo começou a correr muito rápido e minhas lembranças são bem confusas, lembro de flashs e muitas sensações misturadas, seria eu entrando na tal da partolândia?
Levamos a bola para baixo, colocamos ela entre os dois sofás e a única posição suportável era eu sentada na bola, segurando as mãos de quem estivesse atrás de mim. O almoço ficou pronto, dei algumas garfadas entre as contrações, eu sabia que precisava comer para ter energia para o parto, mas não consegui comer muito. A Carol e a Mari chegaram, o Jo comeu e subiu para pegar nossas roupas para irmos embora. A Carol assumiu a posição de apoio, lembro dela dizer que as contrações são comos as ondas e que cada uma traz meu bebê mais perto de mim, mas eu tinha certeza que ela tinha me dito isso no hospital.
Como as contrações eram muito próximas, todo o processo de nos arrumarmos e irmos embora foi bem demorado. O Jo ligou para os pais dele e para meu pai para avisar que estávamos indo para São Carlos. Entramos no carro, todos olhamos para o relógio: 16:00 em ponto! Esse trajeto de carro foi a parte mais difícil do trabalho de parto. O Jo foi dirigindo, eu e a Carol fomos atrás e a Mari seguiu com o carro dela. O difícil foi achar uma posição, deu uma saudades da bola!
O que não esperávamos era pegar engarrafamento. Assim que entramos na estrada já estava tudo parado, era final de feriado e estava chovendo, tinha bastante carro parado no acostamento.
Fomos seguindo, mas quando percebemos que o engarrafamento era realmente longo bateu um certo desespero. Pedi para o marido ir pelo acostamento quando desse, ele ligava o pisca alerta e ia, mas quando via uma sirene ou algum carro parado, entrava de novo.
O trajeto Araraquara/São Carlos leva uma meia hora geralmente. Quando deu 16:30, nós ainda não tínhamos saído de Araraquara. O Jo viu uma ambulância parada e parou para conversar. Ele queria saber se a ambulância poderia abrir caminho para passarmos e o motorista disse que não, também disse que não adiantava chamar a polícia, que não pode trafegar pelo acostamento (nem em trabalho de parto, será?). A opção que o motorista deu foi me colocar na ambulância, mas ele teria que me levar para Araraquara, pois era o hospital mais perto. Quando ouvi isso, entrei em desespero, tinha me preparado tanto, buscado tanto, não queria acabar em um hospital onde sabia que não seria respeitada. Marido voltou pro carro, explicou a situação, disse que provavelmente estava tudo parado até São Carlos e perguntou o que eu queria fazer. "Vambora" pra São Carlos, voltar não era uma opção. Na pior das hipóteses, se o bebê estivesse nascendo, a gente parava o carro e chamava os bombeiros, esse era o plano b.
Daí em diante o trabalho de parto mudou, senti meu corpo conspirando para que chegássemos no nosso destino, eu entrei em tipo de um transe, quando vinham as contrações elas continuavam mega doloridas, mas quando elas passavam eu relaxava que mal conseguia falar. A Carol me ofereceu mel e lembro do gosto até hoje. A única posição que eu ficava era sentada, com as pernas para frente e quando vinha a contração eu me inclinava para frente, segurava naquela alça que tem dentro do carro. Não sei em que ponto, comecei a vocalizar quando vinham as contrações, um som continuo "aaaaaaa" e isso ajudava na dor.
Durante o caminho, lembro de perguntar para o Jo se ele estava bem, até hoje ele tira sarro da minha cara, dizendo que ele estava ótimo, só estava dirigindo, quem estava parindo era eu. Mas a minha preocupação era se ele estava tranquilo. Tanto ele quanto a Carol me passaram uma paz, uma confiança tão grande que nunca duvidei que fosse conseguir. Lembro da Carol dizendo "Isa, estamos em Ibaté!" (Metade do caminho) e também lembro dela anotando em um caderninho amarelo, fiquei curiosa para saber o que estava escrito lá.
Chegando em São Carlos comecei a sentir vontade de fazer força, assustei um pouco, pois estávamos tão perto agora, a Carol me acalmou. O Jo perguntando se deveria passar também nos sinais vermelhos, estávamos tão perto que dava medo avançar e bater. Enfim chegamos! 17:00, até hoje nunca levamos tanto tempo para chegar em São Carlos, mas trabalho de parto sem história para contar não tem graça, né?
Quando chegamos foi um pouco tenso, eu já sabia que estava em trabalho de parto avançado, que logo ele chegaria e disseram para esperar a enfermeira chegar, me ofereceram uma cadeira de rodas e eu aceitei. Não tenho noção de quanto tempo se passou, sei que não foi muito, mas com as contrações uma seguida da outra estava ficando impossível ficar ali. Eu já tinha ficado uma hora sem poder trocar de posição, agora queria encontrar uma que aliviasse um pouco a dor. O Jo foi fazer a internação, pedi para Mari me dar a mão, meu Deus, como doía! De repente eu senti o Oliver descendo dentro de mim, comecei gritar "Tá nascendo, tá nascendo" e esse foi o único momento que vi todos apavorarem. Eu não sabia que na verdade ele só estava encaixando, o Jo perguntou se eu queria tirar a calça (na recepção do hospital) e juro que cogitei, a Carol disse mais tarde que não ia se perdoar chegar até ali e eu parir na recepção! No fim, esse pavorzinho serviu para agilizarem e brotou uma enfermeira para me levar para o quarto. Ela foi me perguntando algumas coisas e eu só respondia o necessário, dentro do elevador, lembro de dizer que estava de 39 semanas e um dia.
Assim que saímos do elevador, a Carol leu para mim uma frase que estava escrita na parede sobre todos se silenciarem pois as mulheres iam falar, eu já tinha lido aquela frase as vezes que fui visitar a maternidade, tinha achado lindo, mas agora aquilo tinha outro sentido.
Entrei no quarto, deitei na cama e a enfermeira disse que ia fazer um toque, perguntei se ela poderia esperar a contração parar. Assim que ela fez o toque disse "dilatação total!", a reação da Carol e da Mari foi a melhor, elas vibraram tanto que só faltou confete.
Perguntaram se eu queria entrar na banheira e aceitei, em casa a água tinha sido boa. Não lembro de ter tirado a roupa, quando vi já estava dentro da banheira, tentei ficar sentada, não estava bom. Então ajoelhei e fiquei virada para fora da banheira, apoiada no encosto da cabeça e essa foi a posição que fiquei até ele nascer, até tentei mudar, mas não dava, só assim ficava bom. *Pause para um comentário interessante* Algo muuuito curioso é que como eu fiquei de joelho bastante tempo eu senti que o fundo da banheira era acolchoado, achei genial aquilo. Depois que tudo tinha passado, eu comentei isso e me disseram que o fundo era de uma banheira normal, de plástico, duro!
Mas continuando... As enfermeiras perguntavam muitas coisas, se já tínhamos avisado o médico (tentamos na estrada, mas ele não atendeu), quem era a pediatra, onde estava sabe-se lá o quê! Eu não queria ter que pensar nessas coisas, respondia como dava.
Não deve ter passado muito tempo, mas lembro de olhar para Carol e dizer que não estava preparada. Tudo estava acontecendo tão rápido, eu não tinha percebido o quanto eu tinha idealizado o trabalho de parto. Várias horas, várias posições, imaginava que teríamos um bom tempo em São Carlos (a Carol levou até crochê para fazer!) mas nada acontece como imaginamos, ele já estava chegando. A Carol falou para eu parar de pensar no parto, mas como se faz isso? Pensei no Jo, cadê ele? Já pensou passar por tudo isso e ele não estar lá quando o filho chegasse?
Mais uma vez, não tenho noção de quanto tempo levou, mas enfim o Jo chegou, ele ficou de frente para mim e a Carol foi fazer massagem nas minhas costas, como era bom.
Se no carro vocalizar durante as contrações ajudava, agora no expulsivo eu berrava! Nunca imaginei que fosse ser tão escandalosa, mas naquela hora eu não pensava em nada, só queria que o Oliver nascesse. Alguém falou para que eu chamasse ele e eu gritava "vem bebêêê!"
O médico chegou e para mim, ele era apenas uma voz. Eu escutava ele falar, conversamos algumas vezes, mas eu não enxergava ele.
Apesar da dor, o que eu mais queria durante o parto era sentir ele nascendo, em momento algum pensei em pedir algo para a dor, nem anestesia, a cesárea também não era uma opção para fazer a dor parar. Um dos motivos que eu quis o parto normal era porque eu queria sentir tudo, queria participar, mas eu não fazia ideia do quanto iria sentir, eu sentia o corpo dele todo lá dentro e sentia cada vez que ele se mexia, que descia, foi com certeza a experiência mais incrível da minha vida! Eu sentia ele descendo cada vez mais e a impressão que eu tinha era que ele já estava praticamente do lado de fora, perguntei se faltava muito, disseram que não.
Colocaram um espelho no fundo da banheira e a cada contração acendiam uma lanterna para ver, eu estava de costas, então não via nada, mas já dava para ver os cabelinhos dele . Tive vontade de por a mão, mas na hora perdi a coragem e resolvi me focar em fazer ele nascer.
Em determinado momento comecei a gritar "tá queimando, tá queimando", e o Jo que estava controlando a temperatura da água perguntou se a água estava muito quente, hahaha. A Mari disse que o Jo tinha pulado esse capítulo do livro Parto com Amor. Na verdade era o tal do círculo de fogo, que eu já tinha lido tantas vezes mas não imaginava o que poderia ser. O mais bizarro desse momento é que, mentalmente, eu vi um círculo de fogo, agora estava mais próximo do que nunca!
Eu fiquei bem tensa durante todo o expulsivo, já não pensava mais que não estava preparada, mas a cada contração que o Oliver descia, eu sentia que precisava "segurar" ele naquela posição para não voltar, então nos intervalos eu estava toda contraída. O médico falou para eu relaxar e eu disse que não podia, que ele ia voltar, ele então disse, "é o contrário, se você relaxar ele nasce". Eu tenho apenas alguns flashs na memória, lembro de uma das enfermeiras vindo me encorajar, dizendo que logo ele nasceria, lembro de ver a Mari pela primeira vez com a câmera na mão e eu dizendo que ela podia tirar uma foto se quisesse, hehehe. Perguntaram para o Jo se ele queria sentir o cabelo do nenê, ele até foi, mas na hora não teve coragem.
E daqui para frente, tudo foi ainda mais rápido, outra enfermeira veio me dizer que na próxima contração a cabeça dele sairia, mas que se eu continuasse fazendo força, mesmo fora da contração ele nasceria. Pensei "vambora!"
Então, na próxima contração senti a cabeça dele saindo, continuei fazendo força e senti passando os ombros, o peito e depois não senti mais nada. Agora tudo aconteceu em câmera lenta, olhei para a Carol e ela disse, "Isa, olha pra ele, ele nasceu," e eu não tinha coragem de olhar! Meu Deus, que coisa mais louca! Ouvi o médico dizer que ele estava todo enrolado, quando olhei, ao invés de desenrolar, ele tinha enrolado mais ainda no cordão. A lembrança que eu tenho é muito vaga, mas lembro tanto do rostinho dele e hoje vejo como já era a carinha de Oliver que ele tem.
Em seguida ouvi a pediatra (ela chegou em algum momento, até falou comigo, mas eu nem lembrava) dizer que precisava cortar o cordão logo, o Oliver tentou respirar sozinho, mas não conseguiu. Hoje me questiono se não deveríamos ter esperado um pouco mais, afinal ele ainda estava com o cordão ligado a mim. E de repente tudo ficou estranho, tive tanto medo. Levaram o Oliver e pediram para eu sair da banheira. Eu obedeci, mas na minha cabeça eu pensava que não era assim que deveria ser, eu tinha que sentar na banheira, entregarem ele no meu colo e quem cortaria o cordão seria o pai.
Me sentei na cama, o Jo ao meu lado e eu tinha medo de perguntar se estava tudo bem com o Oliver, ainda não tinha ouvido ele chorar, nem ninguém dizer se ele estava bem, parece que tudo isso demorou tanto, e eu não conseguia perguntar se estava tudo bem. O Jo disse que na verdade eu perguntava dele sem parar. Ele finalmente chorou, que alívio! Pedi para que o Jo fosse ficar com ele, que eu estava bem. Perguntei que horas ele tinha nascido, disseram 6:15 e eu perguntei "da tarde?", hahaha, tava tão passada que nem raciocinava muito. Eu sabia que o expulsivo tinha levado um tempo (foram 40 minutos), mas achei melhor confirmar, né, vai que tinha levado 12 horas e eu não reparei, hehehe.
O médico me examinou e disse que precisaria dar dois pontos, o mais engraçado foi ele dizer que iria "doer um pouquinho" para aplicar a anestesia, depois do que eu tinha passado ele poderia dar ponto até sem anestesia. Em seguida, ele apertou minha barriga para a placenta sair e doeu demais, perguntei se não dava para deixar sair sozinha, ele disse que apertaria mais uma vez e que se não saísse poderia esperar, mas assim que ele apertou ela saiu e não doeu tanto quanto eu imaginava. Pedi para ver e lembro que o formato parecia um coração, tão simbólico, pois ela tinha nutrido meu bebê todo esse tempo. Eu queria ter feito uma impressão da placenta para guardar, mas esqueci de avisar e na hora nem lembrei. Mas acho que tem uma foto dela.
Minhas lembranças ainda são muito confusas, eu sei que logo me entregaram o Oliver, a primeira coisa que fiz foi contar os dedinhos, clichê, eu sei, mas finalmente poder fazer isso era bom demais. Ele nasceu a cara do pai, não dava pra negar, mas a mancha vermelha na testa era minha! Ele pesou 2.950 gramas. 45cm. Curtinho e recheadinho. Os pais do Jo entraram para conhecer o neto, minha amiga Leli também chegou. Fiquei tão emocionada quando a vi, a primeira coisa que falei foi "amiga, eu pari", comecei a me dar conta de que tudo tinha realmente acontecido, abracei ela, foi muito especial ter ela ali comigo. Logo chegaram meu pai e meu irmão! Como coube gente naquela sala, hahaha.
A Carol perguntou se eu queria colocar ele para mamar, aceitei claro, antes de ficar grávida o que eu mais queria era amamentar. Assim que coloquei ele no peito, já abriu a boca e sugou, ainda levou um tempo para sugar certo, a boca dele era minúscula e dava um trabalhão para abrir.
A enfermeira então pegou ele para vesti-lo, as fraldas tinham ficado no carro e o Jo correu buscar. Enquanto isso escolhi a primeira roupinha que ele iria vestir. Ela perguntou se poderia dar a vitamina K e aplicar o colírio e lembro da Carol falando "se eu não te falar isso, vou me arrepender pra sempre: não deixa pingar o colirio", já tínhamos pesquisado sobre e resolvido não pingar. Como não conseguimos evitar algumas intervenções com ele, fiquei feliz de ter conseguido evitar essa.
Já tinha passado um tempo que ele tinha nascido e eu ainda estava sem roupa e com o lençol todo sujo, estava me sentindo meio agoniada. Pedi para a Carol me ajudar e fomos ao banheiro, minha pressão baixou, sentei um pouco e quando me senti melhor tomei um banho. Nada como um banho! O Jo ficou com o Oliver no quarto, enquanto levaram nossas coisas para o outro quarto, nessa hora a Mari foi mais que fotógrafa, mais que doula, pegou todas as nossas coisas, minhas roupas, colocou tudo em saquinhos e arrumou no outro quarto.
Quando a enfermeira voltou e me viu tomando banho levou um susto, disse que eu deveria ter esperado ela me ajudar. Mas eu estava me sentindo bem, não senti necessidade de esperar. Assim que saí do banho minha pressão caiu novamente e dessa vez quase desmaiei, meio estranho isso. Eu ouvia a Carol e a enfermeira falando, mas eu não consegui falar. Me sentei e fiquei esperando a cabeça voltar ao normal. Quando melhorei, me troquei e sentei em uma poltrona no quarto, o Oliver estava com o Jo e ficamos ali um tempo ainda.
Depois fomos para o outro quarto e estava todo mundo lá, me entregaram o Oliver e coloquei ele pra mamar de novo. Ficamos um bom tempo conversando, tirando fotos, me lembro de olhar para o Oliver, passar a mão na orelha dele e dizer "nossa, até que ele nasceu bonitinho. Eu acho ele bonitinho, vocês, não acham?" Estava começando me apaixonar por ele. Minha janta chegou e comi, estava com tanta fome que pedi mais um prato de sopa.
Lá pras 9 da noite foram todos embora e ficamos eu, o Jo e o Oliver, logo ele dormiu, colocamos ele no bercinho. Uma enfermeira veio me ver, pedi ajuda para usar o banheiro, como o fluxo estava bem intenso ainda, ela ligou para o medico e ele pediu para me aplicarem uma injeção de ocitocina para diminuir um pouco.
12 horas depois do início do trabalho de parto nos deitamos e começamos conversar sobre tudo que tinha acontecido. Como foi tudo tão rápido, quando acordamos aquele dia não poderíamos imaginar que terminaríamos o dia com nosso filho ao nosso lado! Difícil foi aquietar os nervos e descansar... Passamos ainda um bom tempo mandando mensagens para os amigos, alguns ligaram, foi bem legal. Finalmente resolvemos dormir, apesar do Oliver ter dormido super bem, para mim foi uma noite bem agitada. Mas deu para descansar um pouco. Determinada hora, ele chorou, peguei ele, ele mamou um pouco e colocamos ele no nosso meio. E ali ele dormiu o resto da noite, um pacotinho. Às vezes ele reclamava, eu passava a mão nele e ele voltava dormir. Escolhemos aquele quarto da maternidade pois achamos que seria bom durante o trabalho de parto, mas nem poderíamos imaginar como ele seria bom no pós parto; poder dormir nós três juntos, no primeiro dia de vida do Oliver foi bom demais.
Difícil saber quando parar esse relato, pois é apenas o começo de uma história tão longa. A alegria que senti naquele dia não se compara à alegria de ter ele na minha vida hoje. Eu e o Jo sempre nos consideramos uma família, completa e perfeita, mesmo sem filhos, mas agora com ele somos muito mais felizes.
Tantas pessoas foram tão importantes que não arrisco mencionar algumas e correr o risco de esquecer outras.
Mas quem eu não posso deixar de agradecer é meu marido lindo, muito obrigada por tudo, por acreditar em mim, pelo apoio, por me manter tão calma. Ao seu lado aprendi a enxergar amor de formas tão diferentes e agora tenho aprendido ainda mais. Como é lindo ver você com o Oliver, quando nos conhecemos há 12 anos atrás não poderia imaginar que a vida nos traria até aqui e sou muito feliz por isso. Amo você e saber que esse amor gerou um fruto tão lindo como o Oliver é simplesmente incrível.

Ps: Depois de analisar toda a experiência, resolvemos que na próxima gravidez sairemos de casa assim que a bolsa estourar, haha.

Saudades...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O resto da vida é tempo demais para ficar longe de quem você mais ama e admira. Saudades é pouco para descrever o que eu sinto. 

Precisa de título?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Foto tirada da Internet. Frase da música Vanilla Twilight - Owl City
Boa semana, everyone!

Dreams come true!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Inexplicável!

10 anos!

quarta-feira, 20 de julho de 2011
Há exatos dez anos atrás conheci MaridoLindo-to-be. Lembro a data exata em que nos conhecemos porque foi em um acampamento de férias e tenho anotado esse dia na agenda.
Não vou romantizar e dizer que foi amor à primeira vista, porque não foi.  O que começou há dez anos atrás foi uma amizade, linda, verdadeira. E acredito que é por causa dela que estamos juntos até hoje.
Mal podíamos imaginar que dali 4 anos ele estaria me pedindo em casamento!
Jo, te amo, meu lindo. Obrigada por além de marido, você ser meu melhor amigo.
A qualidade da foto está péssima, mas foi a primeira de muitas e não poderia deixar de colocar aqui hoje.


Esmalte da Semana II: Pipoca Doce - Risqué

segunda-feira, 13 de junho de 2011
Para o Dia dos Namorados, passei outro esmalte, para ficar mais romantiquinho. Não conhecia esse Pipoca Doce da Risqué, mas AMEI! Adorei a fixação e a cor fica bem forte.


Achei que ficou um pouquinho manchado, mas pode ter sido culpa minha, pois passei à noite, com pressa.

Semana dos Namorados

segunda-feira, 6 de junho de 2011
MaridoLindo e eu resolvemos que vamos fazer desta, uma semana de comemorações. No domingo fazemos Bodas-de-Pirulito-de-Coração (4 anos e 5 meses de casados) e queremos que a semana toda tenha um ar festivo.


Ontem saímos para jantar, hoje é noite de filme e amanhã cinema. Gostaria de sugestões do que fazer nos outros dias. Sexta e sábado estremos fora de casa e da cidade, mas não queria que passasse em branco.



Boa semana para todos!

Saudades...

terça-feira, 19 de abril de 2011
Saudades de:

-comer Poutine/cupcake/fondue

-ir na Indigo e ficar horas procurando livros e tranqueirinhas úteis

-ver a neve/ sentir o frio


-tirar fotos todo dia

-fazer algo diferente todo santo dia

-andar pela Ste Cathrine só para ver as lojas

-ir na Deserres/La Senza/ Forever 21/ Urban Outfitters/ Chapters

-patinar/skiar

-receber meu troco justo


-andar de metrô

-falar inglês/francês todo dia

-assistir HGTV

-ver a cachorra da estação Guy/Concordia de óculos escuro, jogando Hockey

-ir a museus

-viajar para um lugar novo todo final de semana

-Montréal, Québec, Ottawa, Toronto, Niagara...

-simplesmente estar no Canadá s2

Happy Valentine's Day

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
S2

Mini Post: Queria parar o tempo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sabe quando tudo se encaixa e você está realmente feliz? Mais feliz do que você podia um dia imaginar? Me sinto assim agora, queria tanto poder parar o tempo. Acho que essa foto reflete um pouco o que quero dizer...

Mini Post:Amor

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Estou aprendendo a mexer na minha máquina fotográfica. Gostei dessa.

Bodas de Seda

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hoje a postagem é comemorativa. Parabéns para MaridoLindo e eu que comemoramos 4 anos de casados. Quanta coisa aconteceu nesses quatro anos, quantas descobertas, quantas conquistas e quantas viagens!
Hoje só tenho a agradecer a Deus pela vida maravilhosa do meu marido e pela vida maravilhosa que temos juntos. Amo essa família que formamos, que apesar de pequena é tão completa. Eu não mudaria nada nesses quatro anos, tudo que tinha que acontecer (ou não) aconteceu.
Jo, te amo muito, meu lindo. Obrigada por tudo!

Como tudo começou...

domingo, 12 de dezembro de 2010
Bom, hoje vou contar como tudo começou entre MaridoLindo e eu.

Nos conhecemos em 2001, no acampamento da igreja. Eu tinha 15 anos e ele 16. Não conversamos muito, mas trocamos ICQ e quando voltei para Campinas e ele permaneceu em Araraquara, foi apenas pelo computador que conversamos.


Cinco meses se passaram e resolvi ir para Araraquara passar as férias na casa da minha vó. Nos encontramos praticamente todos os dias, durante um mês, mas nunca rolou nada, nem sequer um beijinho! Dizíamos para todo mundo que éramos apenas amigos e eu realmente acreditava nisso, não sabia muito o que estava sentindo.

No dia 11 de janeiro de 2002 finalmente conseguimos dizer um para o outro o que sentíamos, mas mesmo assim o namoro ainda não estava oficializado. Foi só no dia seguinte, dia 12, que ele me pediu em namoro oficialmente e trocamos nosso primeiro beijo. Foi lindo.

Eu acho que a nossa história é bem única, pois os dois eram muito tímidos e tudo foi acontecendo bem devagar, do jeito que sempre sonhei.

Bom, o resto é história: quando acabaram as férias eu voltei para Campinas e namoramos à distância por 3 anos, nos víamos apenas de final de semana. Dentro desses 3 anos, morei 5 meses na Inglaterra e foi o tempo mais difícil que passamos no nosso relacionamento.

Em 2005 passei no vestibular e vim morar em Araraquara, com a minha vó. No mesmo ano noivamos e em 12 de janeiro de 2007, no dia exato em que começamos a namorar, nos casamos. E vivemos felizes para sempre, hehe.

(Post comemorativo de 8 anos e 11 meses de namoro e 3 anos e 11 meses de casados!)

I love English

segunda-feira, 29 de novembro de 2010
É verdade, eu AMO Inglês. Há pouco tempo atrás entendi esse meu amor pela língua inglesa e as coisas se tornaram um pouco mais simples para mim. Explico: eu dava aulas de inglês, mesmo não gostando de dar aulas, mas era uma forma de me manter em contato com a língua. Quando entendi isso, deixei de dar aulas e busquei me aproximar mais do inglês de outras formas. Voltei a fazer aulas, comecei a ler mais e aproveitava cada oportunidade para praticar.

Confesso que não sinto o mesmo amor pelo português. Sei que é a minha língua nativa e procuro utilizá-la da melhor forma que posso, mas AMOR mesmo eu não sinto.


Acho que um dos motivos que eu gosto tanto de viajar também tem a ver com meu amor pelo inglês. Hoje é a língua universal e qualquer oportunidade que tenho para usá-la eu agarro. Adoro conversar em inglês e vivo formulando frases que um dia podem ser úteis.


Essa viagem para o Canadá tem me animado ainda mais por causa disso, vou estudar francês, mas sei que sempre terei o inglês para me amparar quando precisar. Só mais 28 dias!

Mini Post: Baby Boom

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Gente a coisa está fora de controle! Foi eu colocar sobre a gravidez da minha prima e notícias de bebê começaram a pipocar (não que alguma coisa tenha a ver com a outra, mas achei curioso).

Hoje nasceu mais um priminho meu (bem vindo ao mundo, querido!) e fiquei sabendo de um casal de amigos que ficaram "grávidos" novamente.

Um monte de gente achou que eu estivesse grávida e já to achando que tudo isso é conspiração pro meu lado, hehe.

MaridoLindo e eu queremos MUITO um baby para chamar de nosso, mas ainda não, tudo na hora certa.

Papo de mulher (e homem também!) – Afazeres domésticos

quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Mesmo antes de casar, MaridoPerfeito e eu sempre conversávamos sobre como faríamos com os afazeres domésticos na nossa futura casa. Acontece que é muito difícil imaginar a nova rotina e tudo fica na suposição.

Com o tempo, fizemos nossa própria rotina, entramos em um ritmo que funciona para a gente. Tenho uma faxineira uma vez por semana e durante o resto dela cabe a nós dois nos organizarmos para deixar a casa habitável em ordem.

Para ser BEM sincera, a única coisa que eu gosto de fazer é passar roupa (eu sei, sou estranha!), lavar, estender, lavar louça, faço por obrigação mesmo. Como eu trabalho só meio período, acabo fazendo a maioria das coisas, mas acho justo dividir um pouco.

MaridoLindo odeia lavar louça, mas acredito que prefere do que lavar roupa. Então nos alternamos, um dia ele lava, outro eu. Um dia eu lavo, ele guarda. Algumas vezes lavamos louça junto e foi bem engraçado, acho que todo casal deveria tentar, melhor que terapia, haha.

Acho importante dividir esse tipo de trabalho, afinal, nós dois vivemos lá dentro e dessa forma um dá valor ao que o outro faz. Depois que a gente casa, nossos valores mudam um pouco, alegria pra mim é ver o sol lá fora, pois vai secar todas as roupas e acordar domingo e ver a louça lavada é prova de amor!

Illustration

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
O MaridoDesenhista está ficando cada vez melhor nos desenhos. Essa é a Illustration que ele fez da gente. Eu AMEI. Achei que ficou, literalmente, a nossa cara!

it's all you need

Bodas de Trigo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Hoje completo três anos de casada! Parabéns para nós!

Para quem não sabe, nos casamos no mesmo dia em que começamos a namorar, então a comemoração é dupla: 8 anos de namoro. Uau, como o tempo voa.

Essa percepção de tempo é bem estranha, pois ao mesmo tempo que digo como ele voa, olho para trás e vejo QUANTA coisa já aconteceu.
Há oito anos atrás, quando o Jo me pediu em namoro, eu mal podia imaginar que dali cinco anos estaríamos nos casando e que três anos depois nossa vida estaria tão diferente.
Pode ser clichê, mas eu não ligo, quero deixar registrado aqui, como fazia nas milhares de cartinhas que mandava, que a cada dia que passa eu amo mais e mais meu esposo, namorado e amigo. E eu não consigo imaginar minha vida longe dele, já imaginou a Isa sem o Jo ou o Jo sem a Isa? Incabível, né?
Te amo, meu lindo!

8 anos

terça-feira, 21 de julho de 2009
Ontem, dia 20/07, fez OITO ANOS que eu e o Jonathan nos conhecemos. Nos vimos pela primeira vez no acampamento da igreja e graças ao quase-falecido ICQ conversamos muito e pudemos nos conhecer melhor. Depois de alguns meses a amizade virou paixonite e logo se transformou em amor.

É por causa desse amor que estamos juntos até hoje, 7 anos e meio de relacionamento, sendo 2 e meio de casados. Meu amor por ele não é o mesmo de quando começamos namorar, hoje é muito maior, muito mais intenso e cresce cada dia mais.... nunca parou de crescer e nunca vai parar.

Te amo Jo
Graphic by: Me to You

Obrigada, amor!

sexta-feira, 19 de junho de 2009



Quero deixar registrado aqui meu agradecimento ao meu marido lindo que me ajudou a criar o blog e que fez o banner da caixinha com os sonhos saindo. Eu simplesmente amei!


Bom, ele também tem um blog, visitem Ode ao Ócio.



Graphic by Me to You