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Meu relato do parto do Oliver

domingo, 22 de setembro de 2013
E um ano se passou desde a última vez que postei no blog. Nesse um ano engravidei, gerei e pari meu grande amor, o Oliver. Resolvi quebrar o jejum do blog e colocar aqui o relato do parto dele. Para quem quiser ler, se informar, ou apenas tiver curiosidade. Sinto que conquistei tudo aquilo que sempre busquei: pari naturalmente na água amparada pelo meu amor. Fico devendo as fotos.

Dia 02 de junho de 2013

Dormi bem a noite, levantei às 10:20 para fazer xixi e antes de começar a fazer senti líquido descendo. Fiz xixi e percebi que o líquido continuava escorrendo. Mandei uma mensagem para meu marido que estava no andar de baixo: (SOS + uma bolsa + uma explosão + um bebê)
Ele achou que fosse brincadeira, respondeu "Best emoji ever". Quando respondi que era sério, só ouvi ele subindo a escada correndo. Ficamos bem animados, nosso bebê estava chegando!
Nos próximos minutos, tentamos organizar tudo que faltava, algumas coisas no quarto do bebê, outras no nosso. Mas a maior parte do tempo passamos deitados na nossa cama, conversando, fizemos uma oração para que tudo corresse bem. O dia estava perfeito, do jeito que gostamos, friozinho, chovendo. Pensamos: até nisso o bebê combina com a gente. Resolvi tomar um banho, o médico tinha me dito na última consulta que depois que a bolsa estourava eu ainda poderia levar 12 horas para entrar em trabalho de parto, então estava tranquila.
Tentei ligar para a Carol (minha doula), mas não consegui... Passaram alguns minutos, liguei para a Mari (fotógrafa), apenas para avisá-la que a bolsa tinha estourado, perguntei se ela tinha alguma coisa para fazer naquele domingo, e o que achava de fotografar um parto. Ela ficou super animada, eu disse que estava calma e ainda não estava tendo contrações, então não sabia quanto tempo ainda levaria.
Logo as contrações começaram a vir, doloridas, mas bem controláveis. Passei a maior parte do tempo deitada, tentando posições, prestando atenção na respiração. De vez em quando sentia o líquido saindo e ia para o banheiro.
Peguei o livro Parto Ativo (que não terminei de ler) e lia algumas coisas que estavam acontecendo comigo. Continuei tentando falar com a doula...
As contrações vinham bem desreguladas, mas bem doloridas. Nenhuma posição era boa, então continuei deitada e pedia a mão do marido durante elas. Duravam 40 segundos, ele marcando no cronômetro, avisava quando iria parar, geralmente era bem exato.
Comi um pouco de Galak. Minha sogra ligou e perguntou se estava "tudo tranquilo", marido não mentiu, disse que sim. Mas achamos melhor esperar mais um pouco para contar que logo o bebê chegaria.
Resolvi ir para o chuveiro, deixar a água cair, tentar relaxar um pouco. Sentei em um banquinho, deixava a água cair na base das costas, mas já estava bem dolorido e a única posição boa era em pé, resolvi sair, pois estava ficando mais cansada do que relaxando. Lembro de ter tido uma contração MEGA dolorida assim que saí do chuveiro, ainda estava enrolada na toalha e foi a única hora que lembro de ter chorado, achei que não fosse conseguir, doía muito. O marido estava junto e foi bem tranquilizador ouvir ele me dizendo que eu iria conseguir sim. Quando a contração passou me olhei no espelho e a barriga estava super baixa, já cabia um palmo entre os seios e a barriga.
A partir daí as contrações começaram a vir mais próximas e ritmadas. Quando fiz xixi, saiu um pouco de sangue no papel e fiquei preocupada (na hora nem lembrei do tampão). Comecei a apavorar um pouco, tudo estava indo muito rápido e ainda não tinha conseguido falar com a doula.
Resolvi entrar na internet para distrair durante as contrações, em um grupo de amigas que já estavam sabendo do trabalho de parto e estavam animadas. Falei que as contrações estavam próximas (de 3 em 3 minutos) e elas me doulando virtualmente. Conversei com a Cris, outra doula que faz parte do grupo e pedi para ela vir me ver. Rapidinho ela chegou e trouxe uma bola de pilates para eu relaxar. A partir daí, sentava na bola em todas as contrações e ela ou o marido sentavam atrás de mim para dar apoio e eu segurar a mão deles.
Eu não tinha noção de que estava tendo um trabalho de parto rápido. A Cris perguntou o quão suportáveis (ou seria insuportáveis?) as contrações estavam.
A questão é que decidimos ter o bebê na Maternidade de São Carlos, uma cidade a 40km de Araraquara, pois lá eles apoiam não apenas o parto normal, mas o parto natural humanizado e era o que queríamos na hora de trazer o Oliver ao mundo.
Como eu disse que as contrações já estavam muito doloridas e que temia que piorassem na próxima hora, a Cris sugeriu então que a gente comesse algo, nos arrumássemos e fossemos logo. Como ainda não tinha conseguido falar com a minha doula, pedi para que a Cris fosse junto. Ela foi para casa e combinamos de passar lá para pegá-la em uma hora.
Marido desceu para fazer almoço e eu fiquei na cama, entrei um pouco na internet e avisei minha amiga Leli, de Campinas, que logo ele nasceria. Consegui conversar com minha doula e como combinado ela iria conosco para São Carlos, avisei então a Cris que ela estava liberada, já que estava acompanhando outra gestante.
Daqui para frente, tudo começou a correr muito rápido e minhas lembranças são bem confusas, lembro de flashs e muitas sensações misturadas, seria eu entrando na tal da partolândia?
Levamos a bola para baixo, colocamos ela entre os dois sofás e a única posição suportável era eu sentada na bola, segurando as mãos de quem estivesse atrás de mim. O almoço ficou pronto, dei algumas garfadas entre as contrações, eu sabia que precisava comer para ter energia para o parto, mas não consegui comer muito. A Carol e a Mari chegaram, o Jo comeu e subiu para pegar nossas roupas para irmos embora. A Carol assumiu a posição de apoio, lembro dela dizer que as contrações são comos as ondas e que cada uma traz meu bebê mais perto de mim, mas eu tinha certeza que ela tinha me dito isso no hospital.
Como as contrações eram muito próximas, todo o processo de nos arrumarmos e irmos embora foi bem demorado. O Jo ligou para os pais dele e para meu pai para avisar que estávamos indo para São Carlos. Entramos no carro, todos olhamos para o relógio: 16:00 em ponto! Esse trajeto de carro foi a parte mais difícil do trabalho de parto. O Jo foi dirigindo, eu e a Carol fomos atrás e a Mari seguiu com o carro dela. O difícil foi achar uma posição, deu uma saudades da bola!
O que não esperávamos era pegar engarrafamento. Assim que entramos na estrada já estava tudo parado, era final de feriado e estava chovendo, tinha bastante carro parado no acostamento.
Fomos seguindo, mas quando percebemos que o engarrafamento era realmente longo bateu um certo desespero. Pedi para o marido ir pelo acostamento quando desse, ele ligava o pisca alerta e ia, mas quando via uma sirene ou algum carro parado, entrava de novo.
O trajeto Araraquara/São Carlos leva uma meia hora geralmente. Quando deu 16:30, nós ainda não tínhamos saído de Araraquara. O Jo viu uma ambulância parada e parou para conversar. Ele queria saber se a ambulância poderia abrir caminho para passarmos e o motorista disse que não, também disse que não adiantava chamar a polícia, que não pode trafegar pelo acostamento (nem em trabalho de parto, será?). A opção que o motorista deu foi me colocar na ambulância, mas ele teria que me levar para Araraquara, pois era o hospital mais perto. Quando ouvi isso, entrei em desespero, tinha me preparado tanto, buscado tanto, não queria acabar em um hospital onde sabia que não seria respeitada. Marido voltou pro carro, explicou a situação, disse que provavelmente estava tudo parado até São Carlos e perguntou o que eu queria fazer. "Vambora" pra São Carlos, voltar não era uma opção. Na pior das hipóteses, se o bebê estivesse nascendo, a gente parava o carro e chamava os bombeiros, esse era o plano b.
Daí em diante o trabalho de parto mudou, senti meu corpo conspirando para que chegássemos no nosso destino, eu entrei em tipo de um transe, quando vinham as contrações elas continuavam mega doloridas, mas quando elas passavam eu relaxava que mal conseguia falar. A Carol me ofereceu mel e lembro do gosto até hoje. A única posição que eu ficava era sentada, com as pernas para frente e quando vinha a contração eu me inclinava para frente, segurava naquela alça que tem dentro do carro. Não sei em que ponto, comecei a vocalizar quando vinham as contrações, um som continuo "aaaaaaa" e isso ajudava na dor.
Durante o caminho, lembro de perguntar para o Jo se ele estava bem, até hoje ele tira sarro da minha cara, dizendo que ele estava ótimo, só estava dirigindo, quem estava parindo era eu. Mas a minha preocupação era se ele estava tranquilo. Tanto ele quanto a Carol me passaram uma paz, uma confiança tão grande que nunca duvidei que fosse conseguir. Lembro da Carol dizendo "Isa, estamos em Ibaté!" (Metade do caminho) e também lembro dela anotando em um caderninho amarelo, fiquei curiosa para saber o que estava escrito lá.
Chegando em São Carlos comecei a sentir vontade de fazer força, assustei um pouco, pois estávamos tão perto agora, a Carol me acalmou. O Jo perguntando se deveria passar também nos sinais vermelhos, estávamos tão perto que dava medo avançar e bater. Enfim chegamos! 17:00, até hoje nunca levamos tanto tempo para chegar em São Carlos, mas trabalho de parto sem história para contar não tem graça, né?
Quando chegamos foi um pouco tenso, eu já sabia que estava em trabalho de parto avançado, que logo ele chegaria e disseram para esperar a enfermeira chegar, me ofereceram uma cadeira de rodas e eu aceitei. Não tenho noção de quanto tempo se passou, sei que não foi muito, mas com as contrações uma seguida da outra estava ficando impossível ficar ali. Eu já tinha ficado uma hora sem poder trocar de posição, agora queria encontrar uma que aliviasse um pouco a dor. O Jo foi fazer a internação, pedi para Mari me dar a mão, meu Deus, como doía! De repente eu senti o Oliver descendo dentro de mim, comecei gritar "Tá nascendo, tá nascendo" e esse foi o único momento que vi todos apavorarem. Eu não sabia que na verdade ele só estava encaixando, o Jo perguntou se eu queria tirar a calça (na recepção do hospital) e juro que cogitei, a Carol disse mais tarde que não ia se perdoar chegar até ali e eu parir na recepção! No fim, esse pavorzinho serviu para agilizarem e brotou uma enfermeira para me levar para o quarto. Ela foi me perguntando algumas coisas e eu só respondia o necessário, dentro do elevador, lembro de dizer que estava de 39 semanas e um dia.
Assim que saímos do elevador, a Carol leu para mim uma frase que estava escrita na parede sobre todos se silenciarem pois as mulheres iam falar, eu já tinha lido aquela frase as vezes que fui visitar a maternidade, tinha achado lindo, mas agora aquilo tinha outro sentido.
Entrei no quarto, deitei na cama e a enfermeira disse que ia fazer um toque, perguntei se ela poderia esperar a contração parar. Assim que ela fez o toque disse "dilatação total!", a reação da Carol e da Mari foi a melhor, elas vibraram tanto que só faltou confete.
Perguntaram se eu queria entrar na banheira e aceitei, em casa a água tinha sido boa. Não lembro de ter tirado a roupa, quando vi já estava dentro da banheira, tentei ficar sentada, não estava bom. Então ajoelhei e fiquei virada para fora da banheira, apoiada no encosto da cabeça e essa foi a posição que fiquei até ele nascer, até tentei mudar, mas não dava, só assim ficava bom. *Pause para um comentário interessante* Algo muuuito curioso é que como eu fiquei de joelho bastante tempo eu senti que o fundo da banheira era acolchoado, achei genial aquilo. Depois que tudo tinha passado, eu comentei isso e me disseram que o fundo era de uma banheira normal, de plástico, duro!
Mas continuando... As enfermeiras perguntavam muitas coisas, se já tínhamos avisado o médico (tentamos na estrada, mas ele não atendeu), quem era a pediatra, onde estava sabe-se lá o quê! Eu não queria ter que pensar nessas coisas, respondia como dava.
Não deve ter passado muito tempo, mas lembro de olhar para Carol e dizer que não estava preparada. Tudo estava acontecendo tão rápido, eu não tinha percebido o quanto eu tinha idealizado o trabalho de parto. Várias horas, várias posições, imaginava que teríamos um bom tempo em São Carlos (a Carol levou até crochê para fazer!) mas nada acontece como imaginamos, ele já estava chegando. A Carol falou para eu parar de pensar no parto, mas como se faz isso? Pensei no Jo, cadê ele? Já pensou passar por tudo isso e ele não estar lá quando o filho chegasse?
Mais uma vez, não tenho noção de quanto tempo levou, mas enfim o Jo chegou, ele ficou de frente para mim e a Carol foi fazer massagem nas minhas costas, como era bom.
Se no carro vocalizar durante as contrações ajudava, agora no expulsivo eu berrava! Nunca imaginei que fosse ser tão escandalosa, mas naquela hora eu não pensava em nada, só queria que o Oliver nascesse. Alguém falou para que eu chamasse ele e eu gritava "vem bebêêê!"
O médico chegou e para mim, ele era apenas uma voz. Eu escutava ele falar, conversamos algumas vezes, mas eu não enxergava ele.
Apesar da dor, o que eu mais queria durante o parto era sentir ele nascendo, em momento algum pensei em pedir algo para a dor, nem anestesia, a cesárea também não era uma opção para fazer a dor parar. Um dos motivos que eu quis o parto normal era porque eu queria sentir tudo, queria participar, mas eu não fazia ideia do quanto iria sentir, eu sentia o corpo dele todo lá dentro e sentia cada vez que ele se mexia, que descia, foi com certeza a experiência mais incrível da minha vida! Eu sentia ele descendo cada vez mais e a impressão que eu tinha era que ele já estava praticamente do lado de fora, perguntei se faltava muito, disseram que não.
Colocaram um espelho no fundo da banheira e a cada contração acendiam uma lanterna para ver, eu estava de costas, então não via nada, mas já dava para ver os cabelinhos dele . Tive vontade de por a mão, mas na hora perdi a coragem e resolvi me focar em fazer ele nascer.
Em determinado momento comecei a gritar "tá queimando, tá queimando", e o Jo que estava controlando a temperatura da água perguntou se a água estava muito quente, hahaha. A Mari disse que o Jo tinha pulado esse capítulo do livro Parto com Amor. Na verdade era o tal do círculo de fogo, que eu já tinha lido tantas vezes mas não imaginava o que poderia ser. O mais bizarro desse momento é que, mentalmente, eu vi um círculo de fogo, agora estava mais próximo do que nunca!
Eu fiquei bem tensa durante todo o expulsivo, já não pensava mais que não estava preparada, mas a cada contração que o Oliver descia, eu sentia que precisava "segurar" ele naquela posição para não voltar, então nos intervalos eu estava toda contraída. O médico falou para eu relaxar e eu disse que não podia, que ele ia voltar, ele então disse, "é o contrário, se você relaxar ele nasce". Eu tenho apenas alguns flashs na memória, lembro de uma das enfermeiras vindo me encorajar, dizendo que logo ele nasceria, lembro de ver a Mari pela primeira vez com a câmera na mão e eu dizendo que ela podia tirar uma foto se quisesse, hehehe. Perguntaram para o Jo se ele queria sentir o cabelo do nenê, ele até foi, mas na hora não teve coragem.
E daqui para frente, tudo foi ainda mais rápido, outra enfermeira veio me dizer que na próxima contração a cabeça dele sairia, mas que se eu continuasse fazendo força, mesmo fora da contração ele nasceria. Pensei "vambora!"
Então, na próxima contração senti a cabeça dele saindo, continuei fazendo força e senti passando os ombros, o peito e depois não senti mais nada. Agora tudo aconteceu em câmera lenta, olhei para a Carol e ela disse, "Isa, olha pra ele, ele nasceu," e eu não tinha coragem de olhar! Meu Deus, que coisa mais louca! Ouvi o médico dizer que ele estava todo enrolado, quando olhei, ao invés de desenrolar, ele tinha enrolado mais ainda no cordão. A lembrança que eu tenho é muito vaga, mas lembro tanto do rostinho dele e hoje vejo como já era a carinha de Oliver que ele tem.
Em seguida ouvi a pediatra (ela chegou em algum momento, até falou comigo, mas eu nem lembrava) dizer que precisava cortar o cordão logo, o Oliver tentou respirar sozinho, mas não conseguiu. Hoje me questiono se não deveríamos ter esperado um pouco mais, afinal ele ainda estava com o cordão ligado a mim. E de repente tudo ficou estranho, tive tanto medo. Levaram o Oliver e pediram para eu sair da banheira. Eu obedeci, mas na minha cabeça eu pensava que não era assim que deveria ser, eu tinha que sentar na banheira, entregarem ele no meu colo e quem cortaria o cordão seria o pai.
Me sentei na cama, o Jo ao meu lado e eu tinha medo de perguntar se estava tudo bem com o Oliver, ainda não tinha ouvido ele chorar, nem ninguém dizer se ele estava bem, parece que tudo isso demorou tanto, e eu não conseguia perguntar se estava tudo bem. O Jo disse que na verdade eu perguntava dele sem parar. Ele finalmente chorou, que alívio! Pedi para que o Jo fosse ficar com ele, que eu estava bem. Perguntei que horas ele tinha nascido, disseram 6:15 e eu perguntei "da tarde?", hahaha, tava tão passada que nem raciocinava muito. Eu sabia que o expulsivo tinha levado um tempo (foram 40 minutos), mas achei melhor confirmar, né, vai que tinha levado 12 horas e eu não reparei, hehehe.
O médico me examinou e disse que precisaria dar dois pontos, o mais engraçado foi ele dizer que iria "doer um pouquinho" para aplicar a anestesia, depois do que eu tinha passado ele poderia dar ponto até sem anestesia. Em seguida, ele apertou minha barriga para a placenta sair e doeu demais, perguntei se não dava para deixar sair sozinha, ele disse que apertaria mais uma vez e que se não saísse poderia esperar, mas assim que ele apertou ela saiu e não doeu tanto quanto eu imaginava. Pedi para ver e lembro que o formato parecia um coração, tão simbólico, pois ela tinha nutrido meu bebê todo esse tempo. Eu queria ter feito uma impressão da placenta para guardar, mas esqueci de avisar e na hora nem lembrei. Mas acho que tem uma foto dela.
Minhas lembranças ainda são muito confusas, eu sei que logo me entregaram o Oliver, a primeira coisa que fiz foi contar os dedinhos, clichê, eu sei, mas finalmente poder fazer isso era bom demais. Ele nasceu a cara do pai, não dava pra negar, mas a mancha vermelha na testa era minha! Ele pesou 2.950 gramas. 45cm. Curtinho e recheadinho. Os pais do Jo entraram para conhecer o neto, minha amiga Leli também chegou. Fiquei tão emocionada quando a vi, a primeira coisa que falei foi "amiga, eu pari", comecei a me dar conta de que tudo tinha realmente acontecido, abracei ela, foi muito especial ter ela ali comigo. Logo chegaram meu pai e meu irmão! Como coube gente naquela sala, hahaha.
A Carol perguntou se eu queria colocar ele para mamar, aceitei claro, antes de ficar grávida o que eu mais queria era amamentar. Assim que coloquei ele no peito, já abriu a boca e sugou, ainda levou um tempo para sugar certo, a boca dele era minúscula e dava um trabalhão para abrir.
A enfermeira então pegou ele para vesti-lo, as fraldas tinham ficado no carro e o Jo correu buscar. Enquanto isso escolhi a primeira roupinha que ele iria vestir. Ela perguntou se poderia dar a vitamina K e aplicar o colírio e lembro da Carol falando "se eu não te falar isso, vou me arrepender pra sempre: não deixa pingar o colirio", já tínhamos pesquisado sobre e resolvido não pingar. Como não conseguimos evitar algumas intervenções com ele, fiquei feliz de ter conseguido evitar essa.
Já tinha passado um tempo que ele tinha nascido e eu ainda estava sem roupa e com o lençol todo sujo, estava me sentindo meio agoniada. Pedi para a Carol me ajudar e fomos ao banheiro, minha pressão baixou, sentei um pouco e quando me senti melhor tomei um banho. Nada como um banho! O Jo ficou com o Oliver no quarto, enquanto levaram nossas coisas para o outro quarto, nessa hora a Mari foi mais que fotógrafa, mais que doula, pegou todas as nossas coisas, minhas roupas, colocou tudo em saquinhos e arrumou no outro quarto.
Quando a enfermeira voltou e me viu tomando banho levou um susto, disse que eu deveria ter esperado ela me ajudar. Mas eu estava me sentindo bem, não senti necessidade de esperar. Assim que saí do banho minha pressão caiu novamente e dessa vez quase desmaiei, meio estranho isso. Eu ouvia a Carol e a enfermeira falando, mas eu não consegui falar. Me sentei e fiquei esperando a cabeça voltar ao normal. Quando melhorei, me troquei e sentei em uma poltrona no quarto, o Oliver estava com o Jo e ficamos ali um tempo ainda.
Depois fomos para o outro quarto e estava todo mundo lá, me entregaram o Oliver e coloquei ele pra mamar de novo. Ficamos um bom tempo conversando, tirando fotos, me lembro de olhar para o Oliver, passar a mão na orelha dele e dizer "nossa, até que ele nasceu bonitinho. Eu acho ele bonitinho, vocês, não acham?" Estava começando me apaixonar por ele. Minha janta chegou e comi, estava com tanta fome que pedi mais um prato de sopa.
Lá pras 9 da noite foram todos embora e ficamos eu, o Jo e o Oliver, logo ele dormiu, colocamos ele no bercinho. Uma enfermeira veio me ver, pedi ajuda para usar o banheiro, como o fluxo estava bem intenso ainda, ela ligou para o medico e ele pediu para me aplicarem uma injeção de ocitocina para diminuir um pouco.
12 horas depois do início do trabalho de parto nos deitamos e começamos conversar sobre tudo que tinha acontecido. Como foi tudo tão rápido, quando acordamos aquele dia não poderíamos imaginar que terminaríamos o dia com nosso filho ao nosso lado! Difícil foi aquietar os nervos e descansar... Passamos ainda um bom tempo mandando mensagens para os amigos, alguns ligaram, foi bem legal. Finalmente resolvemos dormir, apesar do Oliver ter dormido super bem, para mim foi uma noite bem agitada. Mas deu para descansar um pouco. Determinada hora, ele chorou, peguei ele, ele mamou um pouco e colocamos ele no nosso meio. E ali ele dormiu o resto da noite, um pacotinho. Às vezes ele reclamava, eu passava a mão nele e ele voltava dormir. Escolhemos aquele quarto da maternidade pois achamos que seria bom durante o trabalho de parto, mas nem poderíamos imaginar como ele seria bom no pós parto; poder dormir nós três juntos, no primeiro dia de vida do Oliver foi bom demais.
Difícil saber quando parar esse relato, pois é apenas o começo de uma história tão longa. A alegria que senti naquele dia não se compara à alegria de ter ele na minha vida hoje. Eu e o Jo sempre nos consideramos uma família, completa e perfeita, mesmo sem filhos, mas agora com ele somos muito mais felizes.
Tantas pessoas foram tão importantes que não arrisco mencionar algumas e correr o risco de esquecer outras.
Mas quem eu não posso deixar de agradecer é meu marido lindo, muito obrigada por tudo, por acreditar em mim, pelo apoio, por me manter tão calma. Ao seu lado aprendi a enxergar amor de formas tão diferentes e agora tenho aprendido ainda mais. Como é lindo ver você com o Oliver, quando nos conhecemos há 12 anos atrás não poderia imaginar que a vida nos traria até aqui e sou muito feliz por isso. Amo você e saber que esse amor gerou um fruto tão lindo como o Oliver é simplesmente incrível.

Ps: Depois de analisar toda a experiência, resolvemos que na próxima gravidez sairemos de casa assim que a bolsa estourar, haha.

Teacher Isabela is back!

quinta-feira, 29 de março de 2012
Não sei se cheguei a comentar aqui no blog, mas voltei a dar aulas de inglês. Minha relação com as aulas sempre foi de amor e ódio. Amava falar, ler e pensar em inglês todos os dias, mas não gostava de preparar aulas e nem de alguns aspectos das escolas em que trabalhei.

Mas encontrei um lugar diferente (ou fui encontrada?), minhas ex-professoras abriram uma escola e me chamaram para ser parte da equipe. Resisti por um tempo (um ano, na verdade), mas de repente, senti falta de dar aula, do contato com os alunos e novamete, o contato diário com o inglês. Não é mentira dizer que o professor aprende junto com os alunos; cada aula preparada, material criado e exercício feito só traz mais conhecimento e estou muito feliz.

Ontem foi um dos melhores dias até agora (e acho que por isso senti vontade de escrever). Tenho uma turminha do barulho com 8 pré adolescentes que geralmente me dão um baile, mas ontem a aula foi ótima. Eles se concentraram, fizeram o exercicio e apresentaram super bem, que orgulho! Minha outra turma é o ponto alto da minha semana. Adoro esse momento com eles e a aula passa voando.

Depois que me formei e decidi não dar aulas eu me sentia um pouco mal, como se estivesse desperdiçando minha formação e que eu tinha algo mais a oferecer, mas entrar na sala me parecia errado, me desanimava.
Fico feliz que dei esse tempo, pois voltei melhor, mais madura e preparada. Mas claro, a equipe e as chefas fizeram toda a diferença.

Meu aniversário no Discovery Cove

sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Minhas duas semanas de férias terminaram e eu nem posso reclamar que passaram voando. Foram 14 dias muuito bem aproveitamos divididos entre parques, compras e muitas fotos em Orlando.


O melhor dia foi o do meu aniversário! MaridoLindo me deu de presente o nado com os golfinhos no parque Discovery Cove. Esse parque pertence ao grupo do Sea World e no ingresso está tudo incluso: desde o estacionamento, as refeições, roupas para mergulho até protetor solar. O nado com os golfinhos é opcional e você paga a diferença.



Para quem interessar, é bom comprar os ingressos com bastante antecedência para garantir a data desejada, no meu caso, eu queria muito ir no dia exato do meu aniversário, então comprei com 5 meses de antecedência. Esses meses de espera valeram a pena assim que entrei no parque. Tudo é lindo, muito bem planejado e conservado.


 O parque é dividido em algumas partes: um aviário em que você pode entrar e alimentar os pássaros. Uma dica é fazer essa visita logo de manhã, quando os pássaros estão com fome, eles voam para cima de você sem vergonha alguma.

Outra parte do parque é tipo uma praia, com areia e espreguiçadeiras a vontade. Dali você pode observar os golfinhos. Infelizmente, tiramos pouquíssimas fotos nesse dia, não tenho nenhuma para mostrar o tanque em que os golfinhos ficam.




E a última parte é onde você pode mergulhar e ver arraias e peixes. Eu que não gosto de peixe, amei! Claro que não me joguei no meio deles, mas fiquei encantada com a visão.


Sobre o nado com os golfinhos, assim que você chega e faz o "check in" no parque, eles te dão um crachá com sua foto e o horário em que você vai fazer o nado (no nosso caso, 1:25 da tarde).



No horário estabelecido, é só se dirigir à uma cabana onde algumas informações são passadas. Eles passam um vídeo muito lindo falando sobre os golfinhos e então o grupo é dividido entre algumas treinadoras. Ficamos em um grupo de 8 pessoas e nos dirigimos à praia. A água é geladíssima e se o golfinho não estivesse nos esperando ali na borda duvido que teríamos entrado, hehe.

Nosso golfinho era na verdade uma fêmea, chamada Dixie, ela tem 36 anos e é líder do grupo. O que eles chamam de "nado com o golfinho" são 30 minutos que você fica dentro da água pertinho do golfinho, enquanto a treinadora passa várias informações sobre ele e em alguns momentos você pode passar a mão, beijar, etc. Assim que entramos na água já pudemos passar a mão nela e, para mim, eu já estava realizada!!


Em seguida a treinadora continua falando sobre a vida dos golfinhos, o que eles comem, onde vivem, sobre a anatomia e cada pessoa tira uma foto dando um "beijinho" nela (confesso que deu um medinho nessa hora, hehe).


Mais algumas explicações, perguntas e aí ela pergunta quem gostaria de dar uma "volta" com o golfinho. Para isso, você precisa nadar até uma parte bem funda do tanque e o golfinho vem te buscar. Uma treinadora ensina onde você deve segurar e ela o golfinho te puxa de volta até a parte rasa. O nado em si é apenas isso, mas muito legal. Achei incrível a força dela!

Descrevendo assim parece até que é meio chato, ficar apenas ouvindo a treinadora falar, mas não é. Toda  hora ela conversa com o golfinho e o golfinho interage com ela, "responde", dá tchauzinho, encena. É realmente muito legal e eu achei que valeu a pena cada segundo lá dentro, cada centavo pago.

Dentro do tanque não é permitido nenhum aparelho eletrônico, então não tiramos fotos nem filmamos. Se alguém que for com você não for entrar no tanque, pode filmar do lado de fora. Nós compramos apenas algumas fotos, as que achamos mais bonitas. Eram um pacote com 3 fotos 13x18, mais uma 10x15, com duas cópis pequenas dessa 10x15. Com taxas, as fotos saíram por U$70, não é barato, mas também não achei nenhum absurdo, afinal já fomos preparados para isso. Para quem estiver disposto a gastar mais, tem pacotes com todas as fotos, mais filmagem, poster e tudo que se pode imaginar. Eu fiquei plenamente satisfeita com as minhas quatro fotos, hehe.

Muita gente critica o grupo do Sea World por explorar os animais, dizendo que eles devem viver livres no mar. Eu concordo e confesso que fiquei com um pouco de dó de imaginar eles presos ali dentro ao invés de soltos no mar, mas com certeza ali dentro eles são muito bem cuidados. O fluxo de pessoas que transita pelo parque diariamente é controlado (há um limite de pessoas), assim como a alimentação e o desenvolvimento dos animais. Pelo menos lá eles estão sendo bem tratados.

Sei que o post ficou gigantesco, mas achei que valia muito a pena descrever cada detalhe desse dia tão perfeito! De noite, teve janta, com direito a brownie com sorvete.

Dreams come true!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Inexplicável!

Happy Birthday to me!

sábado, 20 de agosto de 2011
Agora, mais perto dos 30 do que dos 20, huahauhua.

10 anos!

quarta-feira, 20 de julho de 2011
Há exatos dez anos atrás conheci MaridoLindo-to-be. Lembro a data exata em que nos conhecemos porque foi em um acampamento de férias e tenho anotado esse dia na agenda.
Não vou romantizar e dizer que foi amor à primeira vista, porque não foi.  O que começou há dez anos atrás foi uma amizade, linda, verdadeira. E acredito que é por causa dela que estamos juntos até hoje.
Mal podíamos imaginar que dali 4 anos ele estaria me pedindo em casamento!
Jo, te amo, meu lindo. Obrigada por além de marido, você ser meu melhor amigo.
A qualidade da foto está péssima, mas foi a primeira de muitas e não poderia deixar de colocar aqui hoje.


Feedback primeira sessão de fotodepilação

terça-feira, 19 de julho de 2011
Eu ia esperar um pouco para dar o primeiro feedback da fotodepilação. Tinha pensado em trazer o assunto à tona novamente lá para a terceira, quarta sessão. Mas como eu gostei do resultado logo na primeira, pensei "Why not?".
A sessão funcionou da seguinte maneira: precisei deixar o pelo curto, mas aparente, nas áreas que queria fazer a aplicação. Coloquei um óculos protetor (totalmente preto) e a sessão começou. A técnica aplica o aparelho na área e a principio o toque é gelado, depois ela desencosta, aperta um botão e a gente vê um clarão e o local onde foi aplicado esquenta (dá para sentir um cheirinho de queimado). E é basicamente isso, ela repete o processo em toda a área escolhida.
A grande pergunta é: dói? Eu achei que doeu sim. Principalmente porque a grande propaganda da fotodepilação é que não dói como o laser. Se isso é indolor, fico imaginando como será o laser (medo!). A sensação é parecida com um choque, mas não é nada insuportável, principalmente para quem já passou por incontáveis sessões de depilação a cera.
Depois que a sessão termina, ela passa um creme hidratante que acalma a pele. Eu só fiquei um pouco sensível na canela no dia da aplicação, no outro já estava normal. Esse creme é indicado para passar nos próximos 3 dias e também não deve passar a gilete.
Eu estava sem expectativa alguma de ver qualquer resultado nessa primeira sessão, mas depois de uns 15 dias resolvi fazer um pequeno teste e quando puxei os pelos sairam na minha mão. A boa noticia é que já vi resultado na primeira sessão e não vejo a hora de fazer a segunda.
Cada sessão deve ter pelo menos 30 dias de distância da anterior para pegar um novo ciclo de pelos. Alguns cuidados a serem tomados são: não tomar sol e muito menos bronzear a área a ser depilada 15 dias antes e depois da aplicação; hidratar bem a pele também é importante pois ela tende a ficar mais ressecada depois da aplicação.

Ps: A Rô fez uma pergunta importante e resolvi incorporar no post. A fotodepilação não é definitiva, ela elimina de 80 a 90% dos pelos, se fizer todas as sessões indicadas (geralmente 10). Depois dessas dez sessões, é indicado fazer uma manutenção uma vez por ano. Aí, cada um deve avaliar se vale a pena ou não. Para mim, se diminuir 50% já é uma grande vantagem.

Operação Ordem no Ninho - Parte 3

quarta-feira, 29 de junho de 2011
A operação continua. Ontem resolvi encarar a parte que mais me assustava: minha prateleira de maquiagem e coisas para o cabelo. O motivo é o de sempre: a bagunça era tanta que dava medo de encarar. Mas como o resultado parecia promissor resolvi que era hora de enfrentar.

Estava assim:


Me dava pânico essa bagunça pois esse é um dos lugares que mais uso na casa! Enfim, tirei tudo e esse é o espaço que eu tenho para aproveitar:


Na verdade não gosto muito que essas prateleiras sejam tão fundas pois o que fica atrás raramente é visto ou utilizado. Coloquei tudo no chão e essa foi a visão de caos que tive por pelo menos uma hora:


Mas consegui ficar apenas com o necessário e gostei muito do resultado final. Apesar de ser extremamente bagunceira, fico feliz quando vejo que talvez eu me torne uma pessoa mais organizada um dia. Vamos as fotos:


Os pincéis de maquiagem ganharam um lugar novo. Aproveitei o envelope do convite de casamento da minha amiga Leli (espero que não fique brava com a transformação!), enrolei ele em um tubo plástico e amarrei com a própria fita do envelope. Eu achei que ficou um charme! A ideia original era apenas colocar os pincéis no envelope, mas não seria prático na hora de usar. 


A maquiagem foi toda para a caixa combinando com o convite, também presente da amiga, aliás, se não fosse essa amiga a casa continuaria uma zona, pois foi ela também quem deu a caixinha de jóias, hehe. Um viva para as amigas prendadas! Vivaaa!
Bom, voltando à caixa: usei um separador de cartas para separar os estojos de sombras, nos porta lápis separei produtos para os olhos e para a boca e os outros produtos arrumei da forma que achei mais prática para usar.


Os produtos para o cabelo coloquei todos em caixinhas de perfume cortadas, separados por tipo: piranhas, tic tacs e lacinhos. Fiquei só com uma faixa e coloquei ela no vão. Coloquei tudo dentro de outra caixinha, assim os produtos ficam todos juntos. (E já que hoje estou dando todos os créditos, essa caixinha foi presente da amiga Thais!)

O resultado final é esse:


Modéstia à parte, eu achei que ficou ótimo! Ainda não sei a funcionalidade no dia a dia, mas parece que não terei problemas. Para facilitar a devolução dos produtos aos seus respectivos lugares, resolvi deixar todas as caixinhas abertas. 
Sobrou um bom espaço no fundo, onde deixei uma caixa vazia, caso precise. Do outro lado coloquei um porta jóias que era da minha mãe como enfeite, acho ele lindo. E na frente coloquei mais uma caixinha com algumas coisas que uso com frequência,
Um dos segredos na hora de organizar é utilizar o máximo de coisas que já tiver em casa. Além de reciclar algumas coisas (como as caixas de perfume no meu caso), você evita trazer ainda mais coisas para dentro de casa. Eu ainda tenho vontade de encapar tudo com o mesmo tecido para ficar o mesmo padrão, mas isso é coisa para o futuro.
Agora, é só curtir o resultado:



Antes
Depois

Mini Post: Closet

segunda-feira, 27 de junho de 2011
MaridoLindo também entrou na brincadeira e agora nosso closet está assim:


Como vocês podem ver, o meu lado AINDA continua organizado. No lado dele, penduramos as camisas e as camisetas mais novas. As camisetas mais velhas ficam dobradas, os cintos dentro de uma sacolinha e os perfumes em uma caixinha, na frente, para facilitar o uso.

Operação Ordem no Ninho - Parte 1

sábado, 25 de junho de 2011
A coisa no ninho estava ficando feia. Sempre tive minha "bagunça organizada", que apesar de aparentar caos eu sabia muito bem o que estava onde. Porém a coisa saiu do controle e eu não aguentava mais tanta coisa fora do lugar. Uns meses atrás organizei o armário do banheiro e ele contiua em ordem (ufa!). A teoria do MaridoQueBagunçaTambém é que se as coisas têm um lugar específico para ficar, a tendência é mantermos organizado. Como eu disse, tem funcionado no banheiro.
O alvo ontem foi a minha parte do closet. Estava tão horrível, que quanto mais tempo passava, menos vontade eu tinha de enfrentar aquela fera. Para aqueles que acham que estou exagerando, segue a evidência número 1:

Com um pouco de trabalho, consegui retirar o monte de roupas que ali se encontravam. Já melhorou bastante a visão. (Hahaha, doce ilusão! Otimismo é tudo, galera!)


 Percebi que o melhor a fazer era tirar tudo. E senti que talvez houvesse uma esperança.


Resolvi pular as etapas maçantes, onde decidi o que vai onde e deixo vocês com o resultado final:


Achei que ficou muito bom. Consegui me desfazer de muita coisa antiga, produtos vencidos e coisas que não usava mais mesmo. Concentrei tudo em caixinhas e resolvi que deixá-las fechadas seria a melhor maneira de manter organizado. Ficou uma caixinha de bijus, outra com perfumes, outra com absorvetes e a última com hidratantes. Ah e aproveitei para organizar as blusas também. Separei as lisas das estampadas e na medida do possível deixei as cores semelhantes próximas.

Para finalizar, o antes e o depois:


Antes

Depois


Como ganhar um cliente IV ou Ainda há esperança!

sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estou MUITO feliz em vir escrever esse post. O motivo é porque eu comecei essa onda de "como ganhar um cliente" no Canadá, pois nunca tinha sido tão agradada como cliente como fui lá.

Além disso, quase escrevi vários "como PERDER um cliente" aqui no Brasil, pois algumas empresas fazem questão de desagradar os clientes.

O motivo da minha felicidade é que semana passada comprei um produto em uma perfumaria aqui da cidade e quando cheguei em casa o produto não funcionou. Não era eletrônico nem nada, era uma plaquinha de metal que eu deveria passar o esmalte e tirar tipo um "carimbo" para aplicar na unha e não funcionou. Me senti enganada pelo produto e também pela pessoa que me vendeu pois me garantiu que funcionaria.

No dia seguinte voltei à loja e expliquei que não tinha funcionado. As vendedoras ainda fizeram um teste para ver se realmente não funcionava e uma delas que estava vendo a cena de longe disse: "pode trocar o produto" eu disse que não queria trocar, mas que queria meu dinheiro de volta. Fiquei surpresa quando ela disse que então me devolveria o dinheiro, que ela queria que eu ficasse feliz, hehehe.

Realmente saí muito feliz de lá e pensei "Acho que ainda há esperança para o Brasil", as pessoas/lojas/empresas estão aprendendo...

Mini Post: Dona de Casa

quarta-feira, 15 de junho de 2011
Felicidade de dona de casa é ir à lojinha de 1,99 (seja de real, dolar, peso ou euro) e fazer a festa com coisinhas úteis e inúteis para a casa. Afinal, eu precisava do saleiro, mas não do porta sabão em pó.

Semana dos Namorados

segunda-feira, 6 de junho de 2011
MaridoLindo e eu resolvemos que vamos fazer desta, uma semana de comemorações. No domingo fazemos Bodas-de-Pirulito-de-Coração (4 anos e 5 meses de casados) e queremos que a semana toda tenha um ar festivo.


Ontem saímos para jantar, hoje é noite de filme e amanhã cinema. Gostaria de sugestões do que fazer nos outros dias. Sexta e sábado estremos fora de casa e da cidade, mas não queria que passasse em branco.



Boa semana para todos!

Livros, livros e mais livros!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011
Não é segredo para ninguém de que meu autor favorito no momento é o John Boyne. Fuçando no site dele, vi que ele escreveu muitos livros interessantes antes do Menino do pijama listrado, mas que as editoras só tem traduzido os que saíram depois do best seller.

Como estou mantendo meu objetivo de ler apenas em inglês esse ano, fiquei com muita vontade de conhecer esses outros livros, mas não sabia muito o que fazer para comprá-los. MaridoLindo sugeriu que eu procura-se no site Amazon.co.uk (já que o autor é Irlandês) e para minha surpresa os livros estavam muito baratos, mesmo o preço sendo em Libras.


Já que o frete é um só, resolvi comprar todos que me interessavam e fui ficando cada vez mais animada, encontrei todos os livros que eu queria e os preços variaram de 1.99 a 6.99 de Libras. Aqui no Brasil, esses livros não saem por menos de R$40,00, fiquei muito feliz em achar um preço tão bom.


Outra surpresa foi o tempo de entrega: o estimado eram duas semanas e chegou antes!! Ontem, quando a caixa chegou, eu literalmente pulava de alegria. Vou ter boa leitura por um bom tempo. Estou tentando ler o mais rápido possível o livro que comecei semana passada, assim posso iniciar logo minha maratona John Boyne!

Saudades...

terça-feira, 19 de abril de 2011
Saudades de:

-comer Poutine/cupcake/fondue

-ir na Indigo e ficar horas procurando livros e tranqueirinhas úteis

-ver a neve/ sentir o frio


-tirar fotos todo dia

-fazer algo diferente todo santo dia

-andar pela Ste Cathrine só para ver as lojas

-ir na Deserres/La Senza/ Forever 21/ Urban Outfitters/ Chapters

-patinar/skiar

-receber meu troco justo


-andar de metrô

-falar inglês/francês todo dia

-assistir HGTV

-ver a cachorra da estação Guy/Concordia de óculos escuro, jogando Hockey

-ir a museus

-viajar para um lugar novo todo final de semana

-Montréal, Québec, Ottawa, Toronto, Niagara...

-simplesmente estar no Canadá s2

Como ganhar um cliente III

terça-feira, 12 de abril de 2011
Quando estava no Canadá, comprei um chip de uma operadora local, apenas para ter um contato enquanto estivesse por lá. Na semana em que vim embora, liguei na operadora e pedi para cancelar minha conta. Eu já estava toda nervosa, imaginando que eu teria que brigar para ter minha conta cancelada. Aqui no Brasil, quebra de contrato é super chato e geralmente tem multa.

Porém, tudo correu bem e tranquilo, o atendente apenas perguntou o motivo do cancelamento e quando eu disse que estava indo embora ele entendeu e continuou o processo. Quando terminou ele me disse que como eu tinha feito um depósito de CND$100 quando abri o contrato, receberia o reembolso daquilo que não tivesse usado. Fiquei feliz com notícia, mas duvidei que receberia alguma coisa.

No início do mês chegou a minha fatura online e a cobrança de CND$31, logo pensei, claro que não vou receber nada, além dos 100 dólares que já paguei, ainda ultrapassei 31. Entrei em contato com a empresa, só para ter certeza e para minha surpresa os 31 dólares já estavam pagos e na verdade era a quem empresa estava me devendo. Pediram meus dados e o cheque chega pelo correio.

Se você parar para pensar, eles ganharam uma cliente que nem é mais deles. Lá é ou não é o primeiro mundo?

Mini Post: Queria parar o tempo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sabe quando tudo se encaixa e você está realmente feliz? Mais feliz do que você podia um dia imaginar? Me sinto assim agora, queria tanto poder parar o tempo. Acho que essa foto reflete um pouco o que quero dizer...