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Teacher Isabela is back!

quinta-feira, 29 de março de 2012
Não sei se cheguei a comentar aqui no blog, mas voltei a dar aulas de inglês. Minha relação com as aulas sempre foi de amor e ódio. Amava falar, ler e pensar em inglês todos os dias, mas não gostava de preparar aulas e nem de alguns aspectos das escolas em que trabalhei.

Mas encontrei um lugar diferente (ou fui encontrada?), minhas ex-professoras abriram uma escola e me chamaram para ser parte da equipe. Resisti por um tempo (um ano, na verdade), mas de repente, senti falta de dar aula, do contato com os alunos e novamete, o contato diário com o inglês. Não é mentira dizer que o professor aprende junto com os alunos; cada aula preparada, material criado e exercício feito só traz mais conhecimento e estou muito feliz.

Ontem foi um dos melhores dias até agora (e acho que por isso senti vontade de escrever). Tenho uma turminha do barulho com 8 pré adolescentes que geralmente me dão um baile, mas ontem a aula foi ótima. Eles se concentraram, fizeram o exercicio e apresentaram super bem, que orgulho! Minha outra turma é o ponto alto da minha semana. Adoro esse momento com eles e a aula passa voando.

Depois que me formei e decidi não dar aulas eu me sentia um pouco mal, como se estivesse desperdiçando minha formação e que eu tinha algo mais a oferecer, mas entrar na sala me parecia errado, me desanimava.
Fico feliz que dei esse tempo, pois voltei melhor, mais madura e preparada. Mas claro, a equipe e as chefas fizeram toda a diferença.

The Dare - John Boyne

terça-feira, 21 de junho de 2011
Eu não resisti e comecei um livro antes de acabar outro, hehe. Essa coleçâo de "Quick Reads" (leituras rápidas) é demais. São livros curtos, com um preço extremamente acessível (1.99 de libra), escrito por autores famosos, tudo isso para incentivar a leitura. Por enquanto só tem lá no Reino Unido, mas bem que a ideia podia pegar aqui no Brasil também.

A história, apesar de curta, é bem trabalhada. Um menino de 12 anos vê sua vida de cabeça para baixo durante o verão, quando sua mãe se envolve em um acidente. Eu gostei muito da história, tem um pouco de drama, de suspense. Minha única crítica é que o final é um pouco corrido, mas acredito que tenha sido por causa da (pequena) extensão do livro.

Para quem nunca leu John Boyne, acho que é uma boa oportunidade para conhecer o autor. Li em uma sentada.

The Boy in the Striped Pyjamas - John Boyne

terça-feira, 10 de maio de 2011
O livro de hoje é um replay, depois de ter lido o Menino do Pijama Listrado em português, não consegui deixar de ler o original, acho que a gente absorve bem mais quando lê na lingua em que o livro foi escrito.


Atualmente o John Boyne é meu autor favorito, tudo que encontro dele compro e leio, uma pena que aqui no Brasil só sairam três.



Nazismo é um tema que sempre prende muito minha atenção. Tive a oportunidade de visitar o Museu do Holocausto em Montréal e posso dizer que me marcou muito. Além de toda a história, ainda tinham muitas fotos, objetos e relatos de sobreviventes. Saí de lá e comprei o Diário de Anne Frank que também estou lendo.



O que achei mais interessante dessa vez que li o Menino do Pijama Listrado foi que, como o autor ressalta no final, nunca saberemos o que aquelas pessoas realmente passaram. Simpatizamos com sua dor, imaginamos que tenha sido difícil, mas ninguém nunca saberá e compreenderá o que eles passaram.



O autor enfatiza muito a presença da cerca entre os personagens e fico pensando: quantas cercas ainda existem entre nós? Será que somos tão próximos dos nossos amigos e parentes quanto imaginamos? Ou temos todos uma cerca à nossa volta, nos protegendo, ou nos prendendo?



Continuo recomendando e MUITO o Menino do Pijama Listrado, está na minha lista de favoritos e ficará ali por um bom tempo...

Hidden: Cathy Glass

quinta-feira, 24 de março de 2011
Ontem terminei de ler mais um livro: Hidden da autora Cathy Glass. A história foge totalmente dos temas que eu geralmente leio, mas lendo as primieras páginas, me deixou tão intrigada que não resisti e comprei.
O livro conta a história real de uma mulher que abriga em sua casa crianças que estão em processo de julgamento, para ver se voltam para os pais ou se vão para adoção.
Em Hidden ela conta a história de um menino de 10 anos chamado Tayo, super bem educado e inteligente, mas que esconde um passado bem sombrio.
Eu simplesmente não conseguia para de ler e cada vez que me lembrava que a história é real, me arrepiava. Me fez pensar muito sobre quantas crianças estão aí no mundo, sofrendo e "escondidas" aos olhos das sociedade.
A autora tem outros livros e estou doida para ler, infelizmente as histórias ainda não chegaram nas editoras brasileiras.
De qualquer forma: recomendadíssimo.

A gente não besoin de sac anymore.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Aos poucos o francês está entrando no meu vocabulário. Algumas palavras que uso mais em francês já estão sendo utilizadas com frequência, mesmo quando falo em português. Fico feliz com isso, significa que estou assimilando o que estou aprendendo.
O título do post foi algo que soltei enquanto conversava com MaridoLindo. Achei bem interessante minha construção: eu ia falar em português (A gente não), mas quando cheguei na frase que ouvimos toda vez que fazemos compras, falei ela francês (besoin de sac) e como não sabia a palavra em francês falei em inglês (anymore).
Acho muito interessante como o cérebro da gente funciona e muitas vezes tão rápido, a frase saiu totalmente automática e virou essa torre de Babel.
Ah, a tradução: A gente não precisa mais de sacolinhas.

There's Cake In My Future - Kim Gruenenfelder

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Terminei de ler o primeiro livro do ano. Bom, como eu já tinha adiantado aqui: gostei muuito desse livro. A leitura é fácil, rápida e muito engraçada. São três histórias, de três amigas, acontecendo ao mesmo tempo e elas se entrelaçam. Tirando a linguagem um pouco baixa pro meu gosto em algumas partes, o livro como um todo é muito bom. Recomendo!
Agora estou atrás do primeiro livro da autora: A Total Waste of Make Up (Um Grande Desperdício de Maquiagem), mas está difícil de encontrar...

Français

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
No Brasil, eu fiz quatro meses de francês na Aliança Francesa. Gostei muito das aulas, aprendi bastante. Mas terminei o primeiro módulo e nunca mais dei continuidade, confesso que ficou um "trauminha" do francês. Explico: quando eu aprendi inglês foi algo bem natural e gradual, brinco que quando percebi eu já estava falando inglês e nem me dei conta de como aprendi. Quando fui aprender francês foi diferente. O inglês predominava minha mente e eu não sentia que estava em contato com a língua tanto quanto eu precisaria.

Aqui no Canadá as coisas mudaram. Apesar de Montréal ser uma cidade bilingue, o francês predomina, nos cartazes, nas placas, nos sinais, avisos e na primeira abordagem das pessoas que sempre é "Bonjour/Hi". Meu contato com o francês agora é diário e constante. Sinto que nessas três semanas de aulas aqui, já aprendi muito mais que em quatro meses no Brasil.

A Aliança Francesa que não me ouça, mas acho que compensa muito mais guardar a mensalidade que se pagaria em um curso de idiomas no Brasil e investir em um curso no exterior (nem que seja por um mês). O contato é maior, se aprende mais e você ainda volta com a mala cheia de experiência de vida.

Projeto de Leitura 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
No meu projeto de leitura do ano passado eu fiz uma lista de livros que gostaria de ler e tentei não fugir muito dessa lista. Confesso que os do Dan Brown não li nenhum, mas todos os outros que puis nessa foto eu li.

Para esse ano o projeto é diferente: ao invés de escolher os títulos, me propus a ler mais em inglês. Eu amo ler, amo inglês e achei que já estava na hora de unir os dois de maneira mais séria.

Ando em um momento "mulherzinha" na minha vida e resolvi começar com um livro do gênero. Escolhi um ao acaso na livraria, li a primeira página e comprei. O livro se chama There's cake in my future (em tradução livríssima: Tem bolo no meu futuro) e a autora é Kim Gruenenfelder (não tô zuando, o nome dela é esse mesmo). Estou na página 76 e até agora recomendo MUITO o livro, nunca ri tanto. MaridoLindo toma altos sustos com as minhas gargalhadas.

O próximo da lista é Confessions of a Shopaholic da Sophie Kinsela. Esse já virou filme, em tradução abrasileirada: O delírios de consumo de Becky Bloom. Também estou lendo O Palácio de Inverno do John Boyne (que eu virei fã!) e espero que seja o único em português do ano, vamos ver. Além de tudo, livros em inglês sempre tem a versão pocket (em tamanho reduzido e material mais barato), que são mais baratos que a versão original.

Tradução de Títulos

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Uma das coisas que mais me deixam irritadas são traduções de nomes de filmes e livros mal feitas ou fora do contexto. Imagino que a maioria da população nem se dá conta disso, mas para mim, que AMO inglês, é praticamente um soco na boca do estômago.

Exageros à parte, o que eu não entendo é por que a pessoa que está traduzindo o livro ou o filme, se acha no direito de mudar o titulo original. Discutindo sobre isso com uma pessoa, ela me disse que os tradutores levam em conta o contexto e a cultura do país. Por exemplo, João e Maria, no original é Hänsel und Gretel, que para nós, brasileiros, não faz muito sentido. Porém, há um tempo atrás li O Garoto no Convés, do mesmo autor do Menino do Pijama Listrado, o título original do Garoto no Convés é Mutiny on the Bounty, que em tradução livre significa, Motim no Bounty (Bounty foi um navio da realeza inglesa que sofre um motim em 1789), e lendo a história, motim no Bounty faz muuuito mais sentido que o garoto do convés (porém, na tentativa de “vender mais” utilizaram um nome parecido com o best seller anterior).

Já faz quase um ano que eu fico remoendo para escrever esse post e cada dia que passa vejo mais e mais traduções que não me agradam. Ontem foi a gota d’água: aluguei Te amarei para sempre, no original The time traveler’s wife, ou a esposa do viajante no tempo e não que “te amarei para sempre” não faça sentido, mas “a esposa do viajante no tempo” faz muito mais.

Existe também o tipo de título que eles resolvem deixar em inglês, mas acham que ainda é necessário algo mais, então inventam um subtítulo (geralmente ridiculo) em português. Up- Altas aventuras, Crash-No limite, são alguns exemplos. Podem até me achar meio cruel, mas na boa? Eu acho que deveria ter algum tipo de lei, de direitos autorais ou algo do tipo, que proibisse mudar os títulos, já que eles muitas vezes carregam grande parte de significado do filme ou do livro

I love English

segunda-feira, 29 de novembro de 2010
É verdade, eu AMO Inglês. Há pouco tempo atrás entendi esse meu amor pela língua inglesa e as coisas se tornaram um pouco mais simples para mim. Explico: eu dava aulas de inglês, mesmo não gostando de dar aulas, mas era uma forma de me manter em contato com a língua. Quando entendi isso, deixei de dar aulas e busquei me aproximar mais do inglês de outras formas. Voltei a fazer aulas, comecei a ler mais e aproveitava cada oportunidade para praticar.

Confesso que não sinto o mesmo amor pelo português. Sei que é a minha língua nativa e procuro utilizá-la da melhor forma que posso, mas AMOR mesmo eu não sinto.


Acho que um dos motivos que eu gosto tanto de viajar também tem a ver com meu amor pelo inglês. Hoje é a língua universal e qualquer oportunidade que tenho para usá-la eu agarro. Adoro conversar em inglês e vivo formulando frases que um dia podem ser úteis.


Essa viagem para o Canadá tem me animado ainda mais por causa disso, vou estudar francês, mas sei que sempre terei o inglês para me amparar quando precisar. Só mais 28 dias!