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Meu aniversário no Discovery Cove

sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Minhas duas semanas de férias terminaram e eu nem posso reclamar que passaram voando. Foram 14 dias muuito bem aproveitamos divididos entre parques, compras e muitas fotos em Orlando.


O melhor dia foi o do meu aniversário! MaridoLindo me deu de presente o nado com os golfinhos no parque Discovery Cove. Esse parque pertence ao grupo do Sea World e no ingresso está tudo incluso: desde o estacionamento, as refeições, roupas para mergulho até protetor solar. O nado com os golfinhos é opcional e você paga a diferença.



Para quem interessar, é bom comprar os ingressos com bastante antecedência para garantir a data desejada, no meu caso, eu queria muito ir no dia exato do meu aniversário, então comprei com 5 meses de antecedência. Esses meses de espera valeram a pena assim que entrei no parque. Tudo é lindo, muito bem planejado e conservado.


 O parque é dividido em algumas partes: um aviário em que você pode entrar e alimentar os pássaros. Uma dica é fazer essa visita logo de manhã, quando os pássaros estão com fome, eles voam para cima de você sem vergonha alguma.

Outra parte do parque é tipo uma praia, com areia e espreguiçadeiras a vontade. Dali você pode observar os golfinhos. Infelizmente, tiramos pouquíssimas fotos nesse dia, não tenho nenhuma para mostrar o tanque em que os golfinhos ficam.




E a última parte é onde você pode mergulhar e ver arraias e peixes. Eu que não gosto de peixe, amei! Claro que não me joguei no meio deles, mas fiquei encantada com a visão.


Sobre o nado com os golfinhos, assim que você chega e faz o "check in" no parque, eles te dão um crachá com sua foto e o horário em que você vai fazer o nado (no nosso caso, 1:25 da tarde).



No horário estabelecido, é só se dirigir à uma cabana onde algumas informações são passadas. Eles passam um vídeo muito lindo falando sobre os golfinhos e então o grupo é dividido entre algumas treinadoras. Ficamos em um grupo de 8 pessoas e nos dirigimos à praia. A água é geladíssima e se o golfinho não estivesse nos esperando ali na borda duvido que teríamos entrado, hehe.

Nosso golfinho era na verdade uma fêmea, chamada Dixie, ela tem 36 anos e é líder do grupo. O que eles chamam de "nado com o golfinho" são 30 minutos que você fica dentro da água pertinho do golfinho, enquanto a treinadora passa várias informações sobre ele e em alguns momentos você pode passar a mão, beijar, etc. Assim que entramos na água já pudemos passar a mão nela e, para mim, eu já estava realizada!!


Em seguida a treinadora continua falando sobre a vida dos golfinhos, o que eles comem, onde vivem, sobre a anatomia e cada pessoa tira uma foto dando um "beijinho" nela (confesso que deu um medinho nessa hora, hehe).


Mais algumas explicações, perguntas e aí ela pergunta quem gostaria de dar uma "volta" com o golfinho. Para isso, você precisa nadar até uma parte bem funda do tanque e o golfinho vem te buscar. Uma treinadora ensina onde você deve segurar e ela o golfinho te puxa de volta até a parte rasa. O nado em si é apenas isso, mas muito legal. Achei incrível a força dela!

Descrevendo assim parece até que é meio chato, ficar apenas ouvindo a treinadora falar, mas não é. Toda  hora ela conversa com o golfinho e o golfinho interage com ela, "responde", dá tchauzinho, encena. É realmente muito legal e eu achei que valeu a pena cada segundo lá dentro, cada centavo pago.

Dentro do tanque não é permitido nenhum aparelho eletrônico, então não tiramos fotos nem filmamos. Se alguém que for com você não for entrar no tanque, pode filmar do lado de fora. Nós compramos apenas algumas fotos, as que achamos mais bonitas. Eram um pacote com 3 fotos 13x18, mais uma 10x15, com duas cópis pequenas dessa 10x15. Com taxas, as fotos saíram por U$70, não é barato, mas também não achei nenhum absurdo, afinal já fomos preparados para isso. Para quem estiver disposto a gastar mais, tem pacotes com todas as fotos, mais filmagem, poster e tudo que se pode imaginar. Eu fiquei plenamente satisfeita com as minhas quatro fotos, hehe.

Muita gente critica o grupo do Sea World por explorar os animais, dizendo que eles devem viver livres no mar. Eu concordo e confesso que fiquei com um pouco de dó de imaginar eles presos ali dentro ao invés de soltos no mar, mas com certeza ali dentro eles são muito bem cuidados. O fluxo de pessoas que transita pelo parque diariamente é controlado (há um limite de pessoas), assim como a alimentação e o desenvolvimento dos animais. Pelo menos lá eles estão sendo bem tratados.

Sei que o post ficou gigantesco, mas achei que valia muito a pena descrever cada detalhe desse dia tão perfeito! De noite, teve janta, com direito a brownie com sorvete.

Dicas de Viagem: Balança portátil

sexta-feira, 3 de junho de 2011
Não saber o peso das malas antes de viajar é sempre uma dor de cabeça, pelo menos para mim. Não tenho noção se a mala tem 20 ou 30 quilos e isso pode causar muito stress na hora de viajar, principalmente na volta, quando estamos cheios de coisas novas!


A dica de hoje quem me deu foi minha mana Glaucia (Oi mana!), eu usei e aprovei! A balança portátil é super prática: tem um visor onde mostra o peso e um gancho que você coloca na alça da mala. A parte mais trabalhosa é levantar a mala (cheia, claro) devagar, até tirá-la completamente do chão. A setinha preta marcará o peso da mala e a vermelha volta ao lugar.


Eu achei a ideia maravilhosa e é bem confiável. Existem alguns modelos eletrônicos, mas eu gostei mais desse mesmo.


Comprei a minha balança no Walmart em Montréal, mas depois que comprei a minha via em todos os lugares, principalmente em lojas que vendem malas e artigos para viagem. E não foi muito cara, em torno de U$20. Acho um bom investimento, já que pode evitar taxas por excesso de bagagem.

Space Bag

quarta-feira, 9 de março de 2011
Sempre ouvi falar da Space bag como uma boa alternativa para levar roupas em viagens. Confesso que nunca me interessei muito, já que sempre voltava com as malas no limite do peso. Porém, voltando de viagem com roupas de frio, que geralmente são volumosas, me vi na difícil tarefa de fazer toda aquela roupa caber na mala.

Apelei para a Space bag, afinal, se não desse certo pelo menos eu tinha tentado. E qual não foi minha surpresa quando ela realmente funcionou. Não apenas me dando mais espço na mala, mas também protegendo as roupas.

Para quem não conhece, Space bag é um grande saco plástico, com um fecho tipo Ziplock na ponta e uma vávula de escape no meio do saco. Você coloca sua roupa lá dentro (se for dobrada e de maneira organizada, melhor ainda!) e com a ajuda de um aspirador de pó, puxa todo o ar de dentro do saco. O casacos ficaram três vezes menor, antes eles ocupavam praticamente a mala toda, dentro da Space bag, preencheram apenas o fundo.

Só se deve ficar atento ao que eu já falei: o tamanho diminui, mas o peso continua o mesmo. O melhor de tudo, foi que quando cheguei em casa foi muito mais prático colocar as roupas no armário novamente. Já estava tudo separado (roupas de frio, roupa leves, peças íntimas) e não precisei ficar caçando peças perdidas pela mala.

Além disso, aproveitei para utilizar a Space bag em casa, coloquei todas as roupas de frio e guardei tudo junto dentro de uma mala. Fiz o teste com um endredon e ele parece uma mantinha dentro da Space bag.

A minha comprei no Walmart, mas se não me engano, quem vende aqui no Brasil é a Polishop. Para quem interessar, segue um vídeo. A propaganda é ridícula, mas é só para ver o que o produto faz.

Nunca viaje sem seguro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Acredito que a dica mais valiosa que eu vou colocar aqui no blog seja essa: NUNCA, em hipótese alguma, viaje para o exterior sem um seguro de saúde.

Não é exagero e a agência (ou o agente) não está querendo te "empurrar" algo só para sua viagem ficar mais cara. Como o nome já diz, é segurança.

Eu sempre fiz seguro, mas nunca precisei usar. Até chegar aqui no Canadá. Vim com uma gripinha leve, que evoluiu para uma SUPER dor de garganta e uma MEGA gripe. Depois de quase uma semana de cama (imagina meu desespero, acabei de chegar no Canadá e não saí da cama) a gripe me presenteou com uma otite que nunca tive na vida. Além de ficar na cama, agora eu estava surda.

O extrato? Depois de passar por duas clínicas médicas, um hospital e incontáveis farmácias, a brincadeira (de mau gosto) saiu por quase MIL dólares. Com todos os recibos, a seguradora me reembolsa e posso usar meu dinheiro de maneira mais agradável. Se eu não tivesse o seguro, eram mil dólares que eu nunca mais veria na minha frente.
Anotou a dica? Só se sabe a importância do seguro depois que se usa ele. Ah e alguns seguros também cobrem perda de bagagem e atraso ou cancelamento de vôos. É um investimento que vale a pena.

Viajando com pouca bagagem

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Um dos maiores desafios dos viajantes é quando têm que fazer uma longa viagem, porém levando pouca bagagem. Passei pela experiência de ter que fazer uma mala extremamente reduzida para uma viagem relativamente longa. Foi lançado o desafio: uma mala de 20Kg, pouco maior que uma bagagem de mão e uma viagem de 17 dias, com várias mudanças de hotel. Isso significa que quanto menos coisa eu puder levar, melhor, pois não tenho que ficar tirando tudo da mala em cada hotel que chegar.
Para nós, mulheres, esse pode ser um desafio e tanto. Simplesmente não consigo usar shampoo de hotel, isso significa que teria que levar o meu próprio, mas apenas o suficiente. Para salvar a minha pele, encontrei na Le Postishe kit de viagem maravilhoso!
São dois tubos grandes para shampoo e condicionador, dois pequenos para hidratante e sabonete líquido e dois potinhos muito fofos para creme. Além disso, coloquei um tubo pequeno de enxaguante bucal, um esponja pequena, uma touca de banho, sabonete, pasta, escova. Achei que ficou bem reduzida, MaridoCompacto acha que mesmo assim coloquei coisas demais, hehe.
As roupas já não foram um problema tão grande. Escolhi algumas peças chave que combinam entre si. Duas calças jeans, uma legging preta e uma bermuda. E uma blusinha para cada dia, além de um moleton. Confesso que as roupas ficaram “na risca”, no dia em que voltei tinha apenas uma regatinha limpa na mala.
Apesar de ter conseguido conservar a bagagem organizada, não perdi nada e etc, o único ponto negativo foi não ter espaço para colocar as compras. Nem comprei muita coisa, mas trouxe muitas lembranças como pedras e garrafas de água do Rio Jordão e Mar Morto, estava quase deixando as roupas sujas para poder trazer as garrafas, hehe.
Voltei com a sensação de “missão cumprida”, consegui fazer uma longa viagem com uma mala pequena, não faltou nada e nem enlouqueci.

Companhias Aéreas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Quando se viaja, a decisão da companhia aérea é bem importante. Sinceramente, eu sempre busco a mais barata, com o mínimo de conexões possíveis. Na minha opinião, as três melhores foram:

-Air Canada
-Air France
-Tam


As não tão boas assim foram:

-American Airlines
-Alitalia


O critério de avaliação foi totalmente baseado nas MINHAS experiências com as companhias citadas. O que mais gostei nas 3 melhores que citei foi que os aviões eram novos, limpos, espaço relativamente suficiente e a comida boa. Considerando também que foram viagens internacionais e a permanência dentro da aeronave grande. Também fui bem atendida pelos comissários (principalmente os da Air Canada, adorei!).

Nas “não tão boas assim”, resolvi classificá-las dessa forma porque não é por que eu não gostei que a companhia seja ruim.

A American Airlines já deixou a desejar no check in, super confuso, sem organização alguma. O avião era super antigo, apertado e não tinha tvzinha. Apesar de não ter sido maltratada diretamente pelos comissários, vi uma aeromoça gritando com uma passageira e não gostei. Apesar de tudo isso a comida estava boa.

A Alitalia também não gostei muito, aeronaves muito antigas, barulhentas, não gostei da comida e apesar de ter tv não funcionou. A limpeza também não era das melhores.

Já viajei também de Varig (aff, que velha, eu.) e Gol e essas são um meio termo, ótimo custo benefício.

Como já disse, e reforço, essa é a minha opinião e tenho certeza de que muitas pessoas discordam. Sei de gente que ODEIA a Tam, eu só tive boas experiências; por outro lado conheço gente que só viaja de AA e eu não gostei. Enfim, cada um tem sua opinião fiquem a vontade para deixar as suas.

Diário de bordo da viagem à Disney

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

(Chafariz no Epcot)

Não sei até que ponto interessante para os leitores do blog eu postar o diário de bordo da viagem à Disney. Portanto, vou deixar aqui o link da comunidade do orkut que eu postei e quem quiser pode ler e comentar.
Durante a viagem eu fui anotando em um bloquinho a ordem dos brinquedos que fizemos e só agora, dois meses depois, criei coragem para sentar na frente do computador e escrever tim-tim por tim-tim o que aconteceu na viagem. Deu trabalho, mas valeu a pena, além das fotos, agora temos mais uma lembrança dessa viagem. Que venha a próxima!


(Show de fogos no Magic Kingdom)

Hospedando-se na Disney

segunda-feira, 19 de julho de 2010
Um dos pontos altos da viagem à Disney foi hospedar-se dentro do Complexo. Para quem não sabe, atualmente a Disney é muito mais do que os Parques. Além dos quatro parques principais (Magic Kingdom, Epcot, Disney’s Hollywood Studios e Animal Kingdom) existem dois parques aquáticos (Typhoon Lagoon e Blizzard Beach), Downtown Disney, que é um centro de compras, com lojas, restaurantes e até um Cirque du Soleil. E ainda, espalhados, entre os parques, estão os hotéis do Complexo Disney.


(Entrada do hotel)
Geralmente a primeira reação das pessoas é “Fica dentro da Disney? Caríssimo!”, pois já não é mais bem assim, em promoção, alguns hotéis econômicos podem sair por $50! Fora da promoção, uns $80, $90. Realmente, se quiser pagar barato, fora da Disney tem hotéis por $35 a diária, mas não tem nem como comparar. Os hotéis dentro do Complexo tem qualidade Disney e para quem conhece sabe do que eu estou falando.

Tudo o que é perfeito dentro dos parques continua perfeito quando você volta ao seu quarto. Os ambientes são limpos, os funcionários simpáticos e muito prestativos, tem música ambiente, sem dizer que a camareira deixa sabonetes com a carinha do Mickey no seu quarto, hehe.

Quem se hospeda na Disney tem ainda outras vantagens: se você optar por alugar um carro, não precisa pagar estacionamento nos parques. Se não tiver carro, pode contar com o transporte gratuito do hotel. A cada 20 minutos passa um ônibus indo para cada parque e nos parques há ponto para cada hotel. Nessa viagem optamos por utilizar os ônibus e confesso que a princípio eu estava bem apreensiva. Minha preocupação foi totalmente desnecessária, foi muito fácil utilizar o transporte e estávamos super perto dos parques, 10 minutos no máximo! Outra vantagem de estar dentro do Complexo é que tudo fica perto. Quando está fora perde-se um bom tempo se deslocando para os Parques

Além disso, que se hóspede Disney conta com horas a mais dentro dos parques. Em determinados dias, os parques abrem mais cedo ou fecham mais tarde apenas para quem está hospedado lá, são as chamadas Extra Magic Hours.

Outra vantagem é ter suas compras entregues no hotel. Eu utilizei o serviço e adorei! Fiz uma compra em uma lojinha, mas não queria ficar carregando, então dei meu nome, hotel e número do quarto e no dia seguinte minha compra estava me esperando na recepção (além disso, recebi uma mensagem na minha secretária avisando que a mercadoria já poderia ser retirada).

Nessa viagem, o ponto alto foi mesmo a localização. Como estava MUITO, mas MUITO calor mesmo, chegávamos cedo nos parques e logo após o almoço o calor já estava insuportável, então pegávamos o ônibus de volta para o hotel, descansávamos um pouco, tomávamos banho e voltávamos para curtir o fim da tarde e a noite no parque. O calor era o mesmo, porém o sol estava mais baixo.
Algo que também deve entrar na lista de “prós” é a praça de alimentação do hotel. Não tem como fugir do básico americano, hambúrguer, pizza e afins. Mas o que achei interessante é que hoje em dia, só come porcaria quem quer. A praça de alimentação era dividida em várias estações: uma padaria, um lugar de lanches, outro de pizza, outro de macarrão, um de comida mesmo e ainda uma geladeira com saladas e iogurte. O mais legal disso tudo é que se você comprar uma caneca específica pode se servir de bebidas a vontade pelo resto da sua estadia: vários refrigerantes, água, suco, café e até chocolate quente! Tudo a vontade.

(Eu e minha caneca)

O único ponto negativo é que agora o hotel virou referencial e vai ser difícil encontrar outro com tantas vantagens quanto esse.

Pânico no ar

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O post de hoje não é uma dica de viagem propriamente dita, ta mais pra contação de “causo” mesmo. Eu nunca tive medo de andar de avião. A primeira vez que entrei em um fui sozinha para Londres, 12 horas de viagem. Dormi praticamente a viagem toda, nem percebi as turbulências. Porém, conforme fui fazendo outras viagens confesso que um medinho aqui e outro ali surgiram.

Na volta da lua de mel, RecémMarido e eu pegamos um vôo curto, de Londres até Paris para pegarmos o de volta ao Brasil. Eu estava pregada, tínhamos ficado o dia todo no aeroporto e assim que entramos na aeronave eu dormi. Acordei no pouso, tudo balançando, eu sem entender nada. Segundo o MaridoExpertEmSimuladorDeVoo o piloto não conseguiu “segurar” o avião em linha reta por causa do vento e pousamos com uma roda só! Confesso que fiquei meio apreensiva no vôo seguinte, mas foi tudo tranqüilo.

Em 2008 fomos para New York. Fizemos conexão no Canadá (isso mesmo, voamos até o Canadá e depois voltamos para os EUA. A passagem saiu pela metade do preço de um vôo direto!) e do Canadá para os EUA pegamos uma aeronave um pouco menor. Dessa vez eu estava acordada e juro que achei que eu fosse morrer. Entramos em procedimento de pouso e conforme o avião ia descendo só via água ao nosso redor. Íamos descendo, descendo e nada de terra aparecer. De repente tudo começa a balançar, o vento estava MUUUITO forte e dava pra ver que o avião estava fora de controle. Eu já estava fazendo todo tipo de oração, apertava a mão do MaridoLindo tão forte que não sei como não quebrei. Quando achei que estávamos pousando na água, vi a pista! Nunca fiquei tão feliz em sentir o chão.
Nesse momento dava para ouvir todo mundo respirando aliviado, até a aeromoça deu um suspiro quando pegou o microfone.

Essas situações são terríveis quando estamos passando por elas, mas nada como ter histórias de viagem para contar!

Esconde-esconde

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Toda vez que vou viajar eu escondo minha caixinha de jóias e bijuterias; não tanto pelo valor material, mas principalmente pelo emocional. São presentes que ganhei quando fiz 15 anos, quando comecei a namorar, de formatura e herancinhas. Ou seja, são coisas valiosas PARA MIM, mas que provavelmente não serão para os outros. Como sou meio apavorada em relação a assaltos sempre invento um novo lugar para esconder.


No começo do ano, viajei por apenas uma semana, mas mesmo assim escondi. Porém, escondi tão bem, tão bem, que quando voltei não lembrava onde tinha posto. Pensei comigo mesma “logo aparece”. Mas aí passou um mês, dois, já estava perto de fazer 5 meses do sumiço da caixinha e nada dela aparecer. Fiquei desesperada! Aproveitei que estava arrumando meu armário e comecei a procurar nos lugares mais improváveis, mesmo assim não encontrei.


Ontem foi a gota d’agua. Decidi que iria encontrar de qualquer jeito, até na cozinha eu procurei. Quando o MaridoLindo chegou em casa eu estava desconsolada, pois não obtive sucesso algum (pelo menos o armário está mais arrumado agora!). Eu já estava até cogitando hipnose, hahaha.


O MaridoPaciente teve a idéia de “recriar” o dia do sumiço, lembrar de todas as coisas que eu tinha feito e do momento em que escondi. E não é que deu certo! Ele fez com que eu mostrasse exatamente o que tinha feito quando estava escondendo e aos poucos fui lembrando. Eu tinha escondido em baixo da cama, mas por achar meio “fácil” de ser encontrada troquei de lugar. Lembrava que tinha algo a ver com minhas gavetas, mas eu já tinha vasculhado tudo! Por impulso, olhei em uma das gavetas que não uso muito, e caixinha estava lá, dentro de uma sacolinha, enrolada em um pijama! Não conseguia acreditar que depois de 5 meses tinha finalmente encontrado meu tesourinho.


Portanto, meus caros leitores, minha dica de viagem de hoje é a seguinte: se você tem o hábito de esconder coisas mais valiosas quando viaja não deixe de fazer, porém escreva um bilhete com uma dica de onde está escondido e cole na geladeira. A gente acha que nunca vai esquecer onde escondeu, mas acredite isso acontece!

Fazendo as malas - Parte II

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Continuando o post anterior sobre a arrumação da mala.



A nécessaire também é uma parte importante da mala. Nesse caso cada um sabe o que deve levar, tem gente que prefere usar shampoozinho de hotel, outros levam de casa. Eu não gosto de contar com a sorte, sempre levo as coisas que estou acostumada, principalmente creme e shampoo. A dica aqui é como transportar esse tipo de produtos. É sempre bom levar na embalagem original, bem fechada. No caso dos cremes e shampoo passo uma fita crepe em volta, lacrando bem. A acetona é sempre um problema, pois as embalagens nunca são confiáveis; geralmente eu abro, passo um filme plástico na abertura, fecho e enrolo em mais um pouco de filme. Para esse tipo de coisas “suspeitas” a derramar as vezes é bom colocar tudo junto em uma sacolinha plástica. Quando chego no meu destino e abro esses produtos, sempre guardo as fitas e plásticos, para a volta. Dá um pouco de trabalho, mas acho que vale a pena. É péssimo abrir a mala e ver coisas esparramadas.



Eu gosto de levar uma nécessaire grande, quando tem muita coisa levo uma grande e uma média. Assim todos os produtos ficam em um mesmo lugar, o que facilita na hora de usar. Muita gente prefere levar várias pequenas bolsas, uma para maquiagem, outra com shampoo, outra com creme. Aí fica a critério de cada um. Algo que muitas vezes esquecemos de colocar na mala e que é muito útil é um mini kit de costura (pode ser UMA agulha e uma linha branca ou preta), pois botões caem nas horas mais inusitadas.

Algo para ficar atento é o peso da sua bagagem. Quanto maior a mala, mais coisas você coloca dentro. Geralmente eu tento terminar de arrumar a mala um dia antes e levo na farmácia para pesar. Se estiver muito no limite de peso, é melhor tirar algumas coisas e colocar em outra mala, pois o que conta mesmo é a balança do check in. E pagar excesso de bagagem é uma dor de cabeça que pode ser evitada. A quantidade de malas e o peso variam de companhia para companhia, mas sei que para os Estados Unidos, os brasileiros tem direito a dois volumes com até 32 quilos cada, dá para levar (ou trazer) muita coisa.

Começar a fazer as malas com antecedência sempre ajuda muito (sou meio neurótica e dependendo da viagem começo um mês antes, hahaha). Isso evita esquecimentos de última hora. Quando é uma viagem longa, faço inclusive uma lista de coisas que não posso esquecer, o que facilita muito na hora de fazer a mala.

Espero que tenham gostado e boa viagem!


Dicas variadas

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Resolvi juntar em um único post mais algumas dicas sobre bagagens, assim posso mudar um pouco de assunto!

- Identificando sua bagagem. A identificação da mala é algo muito importante, que muitas vezes é esquecida. Muitas malas possuem um espaço próprio para colocar seus dados, outras não têm espaço, mas você pode escrever em um papel e colar na parte de cima da mala, perto do puxador. É importante ter: nome completo, endereço especificando o país e um telefone para contato, não esquecer o DDD. Essas simples informações podem evitar que alguém pegue sua bagagem por engano, ou se isso acontecer , ela saberá para quem devolver.

Outra maneira de identificar sua mala é com fitinhas ou adesivos fáceis de reconhecer; se for comprar uma mala nova, dê preferência as coloridas (não precisa ser nada chamativo), pois todo mundo tem uma mala preta e esses diferenciais ajudam muito na hora de encontrar sua mala na esteira.

- Protegendo sua bagagem. Não tem jeito, quem viaja de avião nunca encontra sua mala na esteira do mesmo jeito que a despachou. A triste realidade é que aquela sua mala novinha, que você gastou um dinheirão e levou um bom tempo arrumando, não significa nada para os funcionários das companhias aéreas, eles tacam as malas de qualquer jeito.

Uma boa opção é embalar em um plástico que muitas empresas oferecem no próprio aeroporto. Porém, isso não garante que eles não vão rasgar o plástico para inspecionar (isso acontece muito nos Estados Unidos). Outra alternativa muito usada para proteger as malas são os cadeados, porém, novamente: nos Estados Unidos eles tem quebrado os cadeados para inspecionar (as vezes deixam um papel avisando que sua mala foi inspecionada por X motivo), então nem sempre vale a pena. A minha opinião é que se alguém se “interessou” pela sua mala, vai abri-la de qualquer jeito, então prendo apenas o zíper com uma fitinha ou lacre de plástico.

Se ao retirar sua mala da esteira você reparar qualquer avaria que não estava lá quando despachada, vá imediatamente ao Baggage Claim e dependendo da avaria a empresa é obrigada a lhe dar uma mala nova.

- O que não levar nas malas. O atentado de 11 de setembro veio para complicar ainda mais a vida dos viajantes. Agora mais do que nunca o que você leva na mala é de interesse público. Coisas óbvias como explosivos e armas de fogos são proibidas. Outras não tão obvias como sementes, produtos de origem animal e produtos fora de sua embalagem original e que não sejam industrializados também são proibidos. Portanto aquela massa de pastel que só a sua avó sabe fazer e que sua tia que mora nos Estados Unidos a 15 anos está morrendo de vontade de comer não pode entrar no país. Muitas pessoas arriscam, principalmente esse tipo de produtos caseiros (massa de pão de queijo, tapioca, etc), se te barrarem o máximo que vão fazer é jogar fora.

Na mala de mão não pode levar produtos cortantes nem líquidos em embalagens maiores que 100ml.

Por hoje é só. Bom feriado para todos e boa viagem!

Fazendo as malas - Parte I

Resolvi dividir esse post em duas partes, porque ficou grande demais.



Eu pertenço ao seleto grupo de pessoas que AMA arrumar malas (porém, detesto desfazê-las). Acredito que muitas pessoas não gostam de fazer as malas por que na verdade não sabem muito como, ficam confusas com o que levar e acabam colocando as coisas aleatoriamente. Mas com um pouco de planejamento o processo se torna menos chato.

O ponto de partida é: Para onde? e Por quanto tempo?
Com o destino decidido, é importante se informar quanto ao clima e as temperaturas na data da viagem. Cuidado para não se confundir quando mudar de hemisfério, quando é verão aqui, é inverno lá e vice versa. A duração da viagem também vai determinar bastante sua bagagem.

Geralmente, eu arrumo minha mala assim:
Conto quantos dias vou ficar viajando e separo uma blusa, meias e roupa íntima para cada dia e mais uma ou duas extras de cada peça (só para garantir). Se é um destino que vou sair muito a noite, levo algumas blusas mais arrumadinhas e vestidos (que eu AMO e diminui o volume de peças). Depois separo calças e blusa de frio, mesmo que seja um lugar quente (lembra da blusa da mala de mão?) e sapatos.

A grande sacada é você pensar no que vai usar durante cada dia da viagem. Claro que se for uma viagem muito longa não dá pra fazer isso, mas só para ter uma idéia e não colocar coisas a mais. O que eu sempre tento fazer também é levar peças bem curingas, neutras, que combinem com o maior número possível de peças. Assim evito levar uma calça que só vou poder usar uma vez com determinada blusa, por exemplo.

Agora a arrumação em si:
Sempre colocar as calças no fundo da mala, coloque-as esticadas, com as pernas para fora da mala. Todo o resto das roupas eu faço rolinhos, ocupam menos espaço e acho que amassa menos a roupa (amassar vai amassar de qualquer jeito). Daí é só ir colocando os rolinhos, aproveitando cada espacinho que tiver. Muita gente fala para colocar os sapatos no fundo também, mas eu não gosto. Coloco as meias dentro dos sapatos, embrulho cada pé em uma sacolinha e vou colocando nas laterais. Roupa íntima e coisas menores eu sempre coloco nos bolsos da mala para facilitar a localização. Quando a mala estiver cheia, é só dobrar as pernas das calças que estavam para fora por cima de tudo. Fica bem arrumadinho.



Esse é o fim da parte I, aguardem a continuação!


Bagagem de mão

quarta-feira, 19 de maio de 2010
Em 2007, na volta da minha lua de mel, minha mala extraviou. É o tipo de coisa que você imagina que só acontece com os outros, nunca com você. E quando acontece é uma dor de cabeça só.

Existem vários estágios: primeiro, vem a esperança. Todas as outras pessoas já pegaram suas malas, a esteira está girando vazia, mas você ainda tem esperança de que a sua vai aparecer. Segundo, vem o conformismo. “É, extraviou mesmo. Cadê o Baggage Claim?”. E por último, a raiva. “Como assim minha mala está em Londres?!” Em teoria, a companhia aérea tem 30 dias para encontrar e devolver sua mala, se isso não ocorrer, você pode processar e receber certa quantia em dinheiro. Minha mala apareceu 31 dias depois, resolvi não processar porque já tinha tido dor de cabeça demais e para provar quanto valia cada peça de roupa dentro da minha mala eu deveria ter TODOS os cupons fiscais (bem espertos!).

Contei toda essa história para dizer a importância da bagagem de mão. Muita gente vai viajar com a roupa do corpo e nem imagina como a mala de mão ou mochila) pode ser útil.
Abaixo segue um check list do que acho mais importante colocar na bagagem de mão (considerando um extravio de bagagem):

- Uma troca de roupa. Você nunca sabe quanto tempo irá demorar para sua mala aparecer. Dependendo do tempo você está viajando e do país em que chegou, tomar um banho e colocar roupas limpas pode ser a coisa mais importante do mundo.

- Pijama. Tudo bem que para muitos, pijama é capricho. Mas se você tem apenas aquela troca de roupa, ter um pijaminha na hora de dormir é uma boa opção.

- Uma blusa de frio. Isso é coisa de vó, mas nunca viajo sem uma blusa, nem que seja vôo doméstico e eu esteja indo para o Rio de Janeiro. Pelo menos dentro do avião eu uso.

- Remédios. Não sou do tipo de pessoa que toma remédio por qualquer coisa. Mas é sempre bom levar alguns remédios que você está acostumado, como para dor de cabeça, enjôo, cólica. Se tiver algum remédio que deve ser tomado diariamente, nem pense em despachar.

- Itens de higiene pessoal. Não precisa exagerar, mas um pouco de shampoo, pasta e escova de dente é sempre bom ter em mãos. Isso evita que você saia correndo para comprar essas coisas logo que chegar. (Lembrando apenas que após o atentado de 11 de setembro só pode levar na mala de mão líquidos que estejam dentro de potinhos transparentes que não excedam 100ml cada).

- Objetos de valor. Em hipótese alguma despache dinheiro, objetos de valor e eletrônicos. Ninguém garante que seu pertence chegará ao seu destino. Leve sempre na bagagem de mão e no caso dos eletrônicos leve sempre a nota fiscal ou a declaração de saída temporária.

Como eu disse no início, minha mala foi extraviada na volta, então o transtorno não foi tão grande. Mas quando é na ida, geralmente a companhia precisa suprir essas necessidades básicas, algumas até dão em dinheiro. É sempre bom saber seus direitos.

Fazer um seguro de bagagem é sempre aconselhável também, mas fique esperto, no meu caso eu perdi o direito do seguro porque liguei muito tempo depois. O ideal é ligar enquanto ainda está no Baggage Claim. Boa viagem!

Dicas de viagem

Uma das coisas que mais amo na vida é viajar! Costumo dizer que trabalho para poder viajar e meu pai vive me dizendo “sossega esse passaporte!”. Mas não consigo, volto de uma viagem já com outra cabeça. Além do mais, o MaridoLindo também ama viajar tanto quanto eu e me deu a idéia de dividir um pouco aqui no Blog, algumas dicas e experiências pelas quais passei.
Em 39 dias entro de férias e os preparativos já estão fervilhando na minha cabeça.
Espero que gostem!